“Não existe burocracia para adotar”, diz juíza

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A juíza reuniu a equipe da 16ª Vara e destacou a nova lei da adoção 
‘Não é difícil adotar, basta que a pessoa tenha o perfil para acolher um filho’, com essa frase a juíza da Vara da Infância e Juventude, Rosa Geane Nascimento Santos desmistifica uma das maiores reclamações para quem pensa em adotar uma criança: a burocracia. De acordo com a Juíza a nova lei da adoção sancionada pelo presidente Lula em agosto deste ano traz vários benefícios para a criança que ficava em abrigos a espera de uma nova família.

“Com a lei a principal vantagem foi estabelecer um tempo máximo de abrigamento de dois anos. Isso foi importante para que os pais percebam que abrigo não é creche e que a família biológica tem um tempo determinado para voltar a acolher a criança”, destaca Rosa Geany.

A juíza da 16ª Vara Rosa Geane Nascimentos Santos 
A Coordenadoria da Infância e da Juventude está tentando a regionalização dos abrigos para que as crianças fiquem mais próximas das famílias biológicas. “A prioridade da guarda é para a família biológica, priorizamos o convívio com os avos ou tios. Somente quando termina todas as tentativas de aproximar essa criança da família é que o processo de adoção é permitido”, diz a juíza.

Em Sergipe enquanto 16 crianças aguardam a adoção, existe um cadastro de 150 pedidos para adotar. Apesar do número de solicitações ser maior que o de crianças as exigências daqueles que querem ser pais dificultam a adoção.

A psicóloga do juizado especializado em adoção, Alessandra Ribeiro, salienta as condições impostas por algumas pessoas para adoção. “O simples ato de vontade não significa adoção, às vezes a pessoa não está preparada para adotar e a gente percebe isso quando chega fazendo uma série de exigências quanto ao sexo e a idade da criança. São exigências dos brasileiros porque muitas vezes no caso da adoção internacional, a pessoa não faz nenhuma exigência e acaba adotando até adolescentes”, conta.

A juíza Rosa Geany desmistifica que o processo não é demorado. “O percurso para a adoção é bem simples já tivemos processos concluidos em três meses. A demora está em caso de destituição da família biológica, principalmente em casos de abuso e maus-tratos”, diz Rosa Geane.

Por Kátia Susanna

* A matéria foi alterada para correção de informações

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