“Não Pago” vê falta de transparência no aumento da passagem de ônibus

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Integrantes do movimento em uma das rodas de conversa na UFS (Foto: Flávio Marcel/Não Pago)

Representantes do movimento “Não Pago” se reuniram na tarde desta quarta-feira, 14, na Universidade Federal de Sergipe (UFS) para mais uma ação de mobilização contra o aumento da passagem de ônibus. Os integrantes do movimento veem como fundamental a participação da comunidade acadêmica para se conseguir reverter esse possível aumento.

Flávio acredita haver falta de transparência no valor de reajuste da passagem (Foto: Portal Infonet)

Um dos integrantes do “Não Pago”, Flávio Marcel, vê com desconfiança o valor do reajuste pedido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setransp). Segundo ele, foi solicitado à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT) a planilha de custos, mas até o momento não obtiveram sucesso. “Eles ainda não deferiram nosso pedido de solicitação da planilha de custos. E isso atrapalha bastante a análise dos cálculos, porque não podemos ter certeza se esse aumento é real ou não”, destaca.

Ainda de acordo com Flávio, o ambiente acadêmico é sempre propício para o debate de ideias e união de forças. “Ficamos de conversar hoje com os representantes dos vários cursos da universidade. A ideia é tentar mobilizar alguns universitários porque eles são historicamente uma categoria muito importante”, avalia. Uma das pautas da reunião foi o ato de paralisar as catracas do Terminal Campus, que fica ao lado da universidade, em sinal de resistência e protesto. “Quando as pessoas visualizam que estão entrando de graça elas ficam mais suscetíveis ao diálogo. Assim podemos explicar melhor o que está acontecendo em relação a esse aumento abusivo”, diz.

“Se a passagem aumenta, o custo de estar aqui na universidade aumenta também”, destaca a estudante de Economia, Poliana Cavalheiro. Para ela, o valor atualmente pago pelos estudantes não condiz com a estrutura que é ofertada. “A maioria dos ônibus estão sucateados. Não há segurança alguma”, lamenta. Poliana acredita que a partir do momento em que houver uma união entre todos esse aumento poderá ser revogado. “Os estudantes e os trabalhadores da região metropolitana de Aracaju precisam de unir. Esse aumento é abusivo”.

Poliana acredita na união como uma força primordial (Foto: Portal Infonet)

por João Paulo Schneider  e Yago de Andrade

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