“Noite Sergipana”: projeto de todos que abraçam a cultura sergipana

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Já na sua quinta versão, o projeto “Noite Sergipana” – posto em prática desde o último mês de agosto – realiza na noite do próximo dia 17, no Teatro Atheneu, a última apresentação de 2002. Idealizado por Saulo Oliveira, o “Noite Sergipana” irá contar com a presença de 14 artistas – Rubens Lisboa, Nino Karva, Kleber Melo, Paulo Lobo, Ismar Barreto, Irmão e Tom Robson, Susana Walois, Sena, Nery, Mingo Santana, Jéssica Lieko, Bom de Nós, Deboche e Seus Debochetes e Núbia Faro – dentre outros convidados. Eles subirão ao palco do Teatro para fechar com chave de ouro este grande encontro de pérolas da música popular sergipana. Na ocasião, haverá a entrega do Prêmio “Sou parceiro do Projeto Noite Sergipana”, às personalidades e empresas sergipanas que contribuíram para o sucesso do Projeto. A InfoNet, que será uma das empresas homenageadas, recebeu a visita de Saulo Oliveira em sua redação de Jornalismo. Em entrevista exclusiva, ele falou sobre esses quatro meses do projeto “Noite Sergipana” e contou quais são os planos para o futuro. PORTAL INFONET – Como surgiu a idealização do projeto “Noite Sergipana”? SAULO OLIVEIRA – O projeto surgiu de uma vontade minha, por entender que nunca foi desenvolvido nenhum projeto voltado exclusivamente para os artistas sergipanos, que sempre foram colocados para abrir shows de grandes nomes nacionais. Muitas pessoas disseram que eu era louco, que não iria ganhar dinheiro, que artistas sergipanos não dão público. E, como todos nós temos um pouco de loucura, eu resolvi realizar o projeto. Deu certo! PI – Quem já passou pelo projeto? O que o “Noite Sergipana” traz de novidade nessa última apresentação? SO – No primeiro momento, reservamos cinco datas no Teatro Atheneu. Formatamos um projeto, intitulado “Noite Sergipana”, sempre com uma quantidade de artistas na noite para que tivéssemos a maior diversidade de público e uma noite recheada de grandes nomes. Começamos em agosto. A primeira data foi com Mingo Santana, Kleber Melo, Célia Gil, Zenóbio Alfano e Alvino Argôlo. Conseguimos colocar 350 pessoas pagantes dentro do Teatro. A segunda noite fizemos com Paulo Lobo e Ismar Barreto, com toda a sua irreverência aliada à sergipanidade de Paulo Lobo. A terceira noite foi com um clássico da música sergipana, talvez os artistas que têm mais tempo de estrada, que são o Irmão e Tom Robson, que apresentaram o show “Séculou” porque a idade de um, somada com a idade do outro, ultrapassa um século. Este foi um show record de público. Na quarta edição fizemos um show com Nino Karva, Susana Walois, Sena, um grupo de chorinho chamado Bom de Nós. Vamos agora realizar, dia 17, o encerramento desse projeto na versão 2002. No encerramento, vão estar presentes os 14 que já participaram do projeto e muitos outros que nos procuraram querendo participar. Nós daremos esta oportunidade. Cada artista deverá cantar de uma a duas músicas em virtude do tempo, pois não será possível cada artista fazer um show. PI – A InfoNet estará recebendo uma homenagem na realização do último “Noite Sergipana” de 2002. Conte um pouco dessa premiação. SO – Nós resolvemos homenagear pessoas, personalidades, setores empresariais e a imprensa sergipana que nos ajudaram durante essas cinco datas. A infoNet é um grande parceiro da cultura. É uma empresa que vem dedicando seu esforço e todo o seu talento em prol da cultura e da arte do nosso Estado e merece o reconhecimento. Vai ser um evento onde iremos entregar o Troféu “Sou parceiro do projeto Noite Sergipana”, com a presença do secretário de Cultura do Estado, toda a imprensa, entidades que fazem parte da cultura, os artistas e o grande público. PI – A Noite Sergipana vai continuar fazendo parte do calendário cultural da cidade em 2003? Quais os projetos para o futuro? SO – Já estamos recebendo convites para que no ano de 2003 o projeto seja realizado durante todo o ano. Existe também a possibilidade desse projeto ser itinerante pelas cidades do interior e existe – que é o nosso plano maior – a possibilidade de o projeto viajar por todo o Brasil, apresentando a Noite Sergipana em feiras e congressos, convenções e eventos, mostrando a arte e a cultura dos artistas sergipanos fora de Aracaju. PI – Qual o balanço que se faz depois de quatro meses de trabalho? SO – Sinto-me muito realizado, porque não é só o dinheiro que recompensa. É você fazer um trabalho em prol daqueles que são de fato artistas da terra, que dão duro, que trabalham e querem um lugar ao sol na grande mídia nacional. O público abraça a causa, as coisas estão mudando. Antigamente era muito difícil as pessoas pagarem para assistir a um show de um artista da terra, alegando que não tinha público e que não era bom. Hoje as pessoas já saem de casa com o intuito de pagar para assistir ao artista sergipano. Dizem que “santo de casa não faz milagres”. A gente, aos poucos, está conseguindo quebrar este rótulo. Lógico que não é um trabalho do dia para a noite. É um trabalho de perseverança, de garra, pique e determinação e, graças a Deus, nós temos isso. Para quem achou que éramos loucos e que fazer show para artista da terra era uma loucura, nós conseguimos fazer cinco shows; reunir mais de 15 artistas nessas cinco datas; levar quase duas mil pessoas para assistir ao artista sergipano. Eu me sinto feliz, realizado e consolidado pelo trabalho que desenvolvi. Este projeto não é meu, ele não é de Saulo Oliveira. O projeto é de todas as pessoas que ajudaram, porque a gente não consegue fazer nada sozinho. Quem ainda não viu o “Noite Sergipana” não pode perder essa oportunidade, pois estarão reunidos em um só palco os artistas que cantam e encantam Sergipe. Mais informações pelos telefones (0xx79) 3179-1910 / 9994-4375.

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