O Cinema mais velho do mundo

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O prédio do Rio Branco, denominado então de Teatro Carlos Gomes, foi inaugurado no dia 4 de abril de 1904, durante as comemorações da Semana Santa – mas, de fato, desde o ano anterior, já funcionava como um dos mais modernos teatros do Nordeste do Brasil. O cinema ainda engatinhava naquele ano, mas em 1909, sob a denominação de “Kinema Sergipe”, começou a funcionar ali, regulamentar, o primeiro cinema de Sergipe. Desde então, e sem interrupção – senão por poucos dias, para uma reforma em 1917 que lhe deu o formato atual e a denominação de Rio Branco – o espaço foi, ao mesmo tempo, cinema, teatro, cassino e auditório. Naquele espaço do Rio Branco prevalecia a democracia: todos os partidos políticos faziam suas convenções por lá. Os melhores atores brasileiros, como Procópio Ferreira, gente da música – como Bidú Sayão e Tito Schipa – se apresentaram no Rio Branco. Em 1955, uma reforma trouxe o Cinemascope para Aracaju. Mas, exatamente aí, começa a decadência do Rio Branco. Inaugura-se o Cine Palace com ar condicionado e a freqüência do Rio Branco diminui. A morte de Juca Barreto, o seu principal incentivador, em 1961, é decisiva para a reta final do cinema, que se completa em 1980. Naquele “anão”, o Rio Branco adota uma programação pornográfica que prosseguiu até o final da semana passada.

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