Óleo vendido por R$ 500 valia R$ 5 mil, segundo assessor da Petrobras

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Os caminhões foram apreendidos e a amostra do produto retirada para análise (Foto: Portal Infonet)

O furto do óleo na Petrobras continua sendo investigado pela Polícia Civil, que ouviu dois suspeitos de terem praticado o crime na última quarta-feira, 9. O assessor de comunicação Luiz Roberto Dantas disse na manhã desta quinta-feira, 10, à equipe do Portal Infonet, que a empresa não desconfiava do desvio do produto no posto de refinação ATR 11, localizado na zona de expansão da capital. Segundo ele a Petrobras, através da segurança, estava investigando apenas o desvio no Interior do Estado.

Luiz Roberto explicou que os quatro mil litros, cerca de 25 barris do produto, iriam ser comercializados a R$ 500. Calculando o preço do barril do petróleo o valor estimado para a venda dos litros roubados seria de R$ 5 mil.

A informação é que o roubo só foi notado porque vigilantes que estavam fazendo ronda na área notaram a presença de dois caminhões e acionaram a polícia, que realizou a prisão em flagrante. O produto roubado pelos suspeitos era considerado bruto e precisava ser refinado. A polícia investiga o destino que seria levado o óleo e se os suspeitos já haviam desviado o produto em outras ocasiões.

Prisão

O delegado Wellington Fernandes explicou que o óleo foi oferecido ao funcionário da Lwart ao valor de R$ 500 e que foram apreendidas cinco notas de R$ 100 com o funcionário da Locavel. Ainda segundo o delegado, os dois suspeitos negam qualquer tipo de crime. “Eles negam, mas temos informações e testemunhas de que havia a participação dos dois nesse crime. Eles estavam no local recolhendo o óleo. Os dois estão presos aqui na Delegacia Plantonista e vamos dar continuidade ao inquérito. Os caminhões foram apreendidos e encaminhados a 4° Delegacia Metropolitana”, esclarece.

Por Kátia Susanna 

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