Operação da PF procura intensificar desarmamento

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Em Sergipe, 6.260 armas foram recolhidas e 6.800 recadastradas
A Campanha Nacional de Desarmamento e Recadastramento de Armas, que há cinco anos regulariza e recolhe armas em todo o país, termina no próximo dia 31 de dezembro sem indícios de prorrogação. Em Sergipe, durante este período, foram 6.260 armas recolhidas e 6.800 recadastradas, segundo o delegado da Delegacia de Repressão ao Tráfico Ilícito de Armas, Walter Portugal. Aracaju é uma das 10 capitais brasileiras onde, proporcionalmente, mais se mata por arma de fogo, segundo dados do Ministério da Saúde.

Com o objetivo de potencializar o alcance da Campanha Nacional de Desarmamento em Sergipe, a Polícia Federal promoverá a Operação Caravana entre os dias 23 de novembro e 5 de dezembro. De acordo com o delegado Walter Portugal, o intuito da operação é que aquelas pessoas que moram no interior possam ter acesso às equipes e, dessa forma, entregar sua arma ou regularizar sua situação.

Delegado Walter Portugal
“Durante a operação, uma equipe itinerante de policiais federais realizará o atendimento aos cidadãos nos Fóruns dos municípios de Lagarto, Itabaiana, Nossa Senhora da Glória, Estância e Propriá, promovendo o registro de armas de uso permitido não registradas, a renovação de registros estaduais e o recolhimento de armas mediante indenização”, explica Portugal.

A equipe itinerante estará em Lagarto entre 23 e 24/11; em Itabaiana nos dias 25 e 26/11; Nossa Senhora da Glória entre 27 e 28/11; Estância em 30/11 e 01/12 e Propriá em 04 e 05/12. Conforme explica o delegado, os interessados deverão comparecer aos locais de atendimento das 9h às 12h e das 13h às 17h, munidos do formulário padrão preenchido e demais documentos necessários. Informações sobre a documentação exigida e o formulário podem ser obtidos no site da Polícia Federal.

Uma amostra das armas recebidas pela Polícia Federal
De acordo com o delegado, vale frisar que o procedimento de regularização é totalmente gratuito. Ele lembra, também, que aqueles que resolverem entregar sua arma receberão uma indenização entre R$ 100 e R$ 300, a depender da arma. Todas as armas entregues aos policiais federais são destruídas posteriormente.

“A regularização é obrigatória, e quem não registrar ou renovar o registro da arma de fogo até o dia 31 de dezembro, a partir de 1º de janeiro terá sua arma apreendida e poderá ser preso em flagrante delito pela prática de crimes previstos no Estatuto do Desarmamento”, adverte Portugal.

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