Operação Padrão compromete serviços no IML e Instituto

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Atendimento destá comprometido (Foto: Arquivo Infonet)

Os servidores da Coordenadoria Geral de Perícias (COGERP) deram início nesta segunda-feira, dia 12, a Operação Padrão. Por conta disso, o atendimento nos quatro institutos que compõem a COGERP (Instituto Médico Legal, Instituto de Identificação, Instituto de Criminalística e Instituto de Pesquisas e Análises Forenses) estão comprometidos.

A paralisação é por tempo indeterminado e o objetivo é chamar atenção do Governo do Estado para os servidores "desviados de função".

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (SINPOL), Antônio Moraes, os servidores querem um poscionamento. “A partir de hoje os servidores estão em seus respectivos locais de trabalho, mas de braços cruzados. Hoje cerca de 200 funcionários estão nesta situação e querem ter sua situação regularizada e o governo não acena para resolver essa situação”, diz.

Ainda segundo Moraes, a situação é preocupante. “Por conta desta situação, eles estão preocupados que após o concurso da Cogerp, eles sejam descartados. Esses servidores compõem 90% do efetivo das Cogerp e se eles forem descartados, o Cogerp para”

Por conta da operação, os serviços nos quatro institutos estão comprometidos. Assim como ocorreu na última quarta-feira, dia 7, não há atendimento a partir desta segunda-feira, dia 12, no Instituto de Identificação. Já no IML, os servidores também estão de braços cruzados.

Seplag

Através do decreto de número 29.790, foi instituída uma comissão específica para tratar das negociações com as carreiras de delegados, agentes e escrivães da polícia civil como um todo. Neste decreto também foi criada uma subcomissão para tratar do caso específico dos servidores da Cogerp. Desde então, as negociações se encaminharam até a elaboração de um estudo de reestruturação das carreiras destas categorias. Inclusive, na terceira reunião desta comissão, realizada no dia 30 de abril, foi apresentada uma proposta de reestruturação das carreiras para serem analisadas pelos respectivos sindicatos. Estes já entregaram também suas contrapropostas e, neste momento, o governo está em fase de análise destas contrapropostas e pode fazê-lo dentro do prazo de 45 dias contados da instituição do decreto. Prazo este que se encerra no final de maio. Obedecendo a prazo estabelecido no decreto, as secretarias de Planejamento, da Fazenda, da Casa Civil e de Segurança Pública irão se reunir nesta segunda-feira, 12, para discutir sobre as contra propostas.

Por Aisla Vasconcelos

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