Parada Gay reúne 70 mil pessoas na Orla

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Mais de 70 mil pessoas na Parada Gay (Fotos: Portal Infonet)
Um domingo de muito sol deu o brilho da IX Parada Gay de Sergipe que acontece na Orla de Atalaia, zona sul da capital. Um público de mais de 70 mil pessoas permanecem na Orla dançando ao som de três trios elétricos ao som dos mais variados estilos musicais. A saída dos trios que estava prevista para ás 13h começou por volta das 15h, mas nada tirou a disposição de uma grande multidão que chegava de ônibus fretados de várias partes do Estado.

Além dos shows das bandas ‘Unique’ e ‘Me Chama e Ai do Brasil’, vários DJs sergipanos, como Haroldo, Jorge Chagas, Décio, Malafaia e Lucas Pazzoliny estão fazendo a festa.

A parada de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) também reúne famílias e crianças que se divertem com o colorido de verdadeiros personagens como

Rihana lembra que a parada quebra preconceitos
Beyonce, Madona, Shakira, Rihana entre outros. O tema da Parada Gay deste ano é ‘Vote em quem defende você”. Para a coordenadora da Parada Gay, a transexual Tatiane Araújo, o tema mostra que o público LGBT defende a garantia de direitos.

“A cada ano que passa a cidadania LGBT vai sendo garantida. A parada é uma das formas que mostramos que o público está mais consciente sobre a importância de defender os direitos de todos, isso mostra que nosso objetivo está sendo alcançado”, declara.

O evento que foi viabilizado com financiamento do Departamento Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde e de outros órgãos traz ao longo da avenida principal da Orla

Shakira mostra alegria e animação na parada
mensagens de que é preciso cuidar da saúde.

“É uma festa, mas também é um momento de consciência e de transmitir esse pensamento não somente para os grupos vulneráveis, mas para todos que estão aqui”, observa o responsável pelo Programa DST/AIDS da Secretaria de Saúde do Estado, Almir Santana.

A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), juntamente com a CPRv da Polícia Militar, estão responsáveis pela organização do tráfego na Passarela do Caranguejo, local de realização do desfile, e ruas adjacentes.

De acordo com a organização do evento, além da Parada, o circuito conta com a realização de seminários direcionados às lésbicas e aos gays. “Hoje nós estamos distribuindo cerca de 15 mil preservativos, além de panfletos com informações sobre

O médico Almir Santana distribui preservativos e informações sobre o crack
o crack e doenças sexualmente transmissíveis”, lembra o médico Almir Santana.

Para o historiador Ewerton Santana a parada virou uma festa carnavalesca. “Não que seja ruim levar o divertimento para o público, mas em outros países a parada tem o caráter de exigir direitos civis para os grupos vulneráveis”, enfatiza o historiador que propõe um olhar observador sobre a união civil.

“O Brasil perdeu para a Argentina que foi o 1º país latino americano que aprovou a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Temos que cobrar do senado e ficar de olho em quem defende esses direitos”, alerta Ewerton.

 

Por Kátia Susanna

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