
As Polícias Civil e Científica descartaram, após exames de sangue e urina, que a causa da morte de um homem internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) tenha sido intoxicação por metanol. A informação foi passada nesta sexta-feira, 23, pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). O paciente morreu na tarde da quinta-feira, 22, no Huse, sendo confirmada como causa do óbito uma overdose.
Segundo a delegada Mariana Amorim, da 5ª Delegacia Metropolitana, o homem deu entrada inicialmente no Hospital Regional José Franco, apresentando quadro clínico grave, associado à ingestão de substâncias e consumo excessivo de bebida alcoólica. “A Secretaria de Estado da Saúde notificou a Secretaria de Segurança Pública diante da suspeita inicial de ingestão de substância tóxica. A partir disso, a Polícia Civil foi acionada e imediatamente iniciou os levantamentos preliminares”, explicou.
De acordo com o diretor-geral da Polícia Científica, Victor Barros, os exames laboratoriais foram concluídos em tempo célere. “Em menos de 24 horas, obtivemos os resultados. Não foi identificado metanol nas amostras analisadas. Foram realizadas pesquisas para álcool, cocaína, outras drogas e medicamentos. O que se constatou foi uma elevada concentração de álcool etílico na urina, além da presença de cocaína e coquetileno”, detalhou.
Com a conclusão das análises, os peritos constataram que os sinais clínicos apresentados eram compatíveis com um quadro de overdose, condição que pode, em um primeiro momento, simular intoxicação por metanol. Diante das evidências técnicas, a investigação foi encerrada com o descarte definitivo da hipótese inicial.
Durante a apuração, também foi verificado que o homem já possuía histórico de atendimentos hospitalares relacionados ao uso excessivo de álcool e drogas. Além disso, não foram encontrados registros de antecedentes criminais em seu nome.
Outras amostras
Até o momento, a Perícia analisou três casos suspeitos de intoxicação por metanol no estado de Sergipe. No entanto, a presença da substância foi descartada em todos os casos.
por Carol Mundim
*Com informações da SSP/SE
