Pesquisadores capturam morcego de espécie rara na caatinga

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Um valioso trabalho de pesquisa cientifica direcionado à comunidade de morcegos (Chiroptera) existentes na Caatinga está sendo realizado na Unidade de Conservação Monumento Natural Grota do Angico, área de preservação coordenada pela Secretaria do Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).  

De acordo com o coordenador da Unidade de Conservação, Jéfferson Simanas Mikalauskas, o qual também realiza pesquisa junto a um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe, do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Ecologia, (UFS), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e da Universidade Federal da Paraíba(UFPR), a partir da pesquisa a população sergipana terá melhor entendimento sobre o comportamento do mamífero, e, sobretudo, da sua imprescindível presença para a biodiversidade local.  

“Teremos informações de tipos de espécies existentes no bioma catingueiro, quais são as interações ecológicas referente ao meio ambiente que esses animais se encontram, quais são os problemas enfrentados e ocasionados por eles e principalmente vê as condições de preservação para esses animais já que uma vez os morcegos obtêm uma importância ímpar para o ecossistema”, esclareceu o pesquisador da Semarh.                                          

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Genival Nunes Silva,  a pesquisa serve como um importante instrumento fortalecedor da preservação da biodiversidade local. “Uma vez identificada  a existência da população de morcegos na localidade, esse ambiente está preservado”, afirma o secretário que também é biólogo. 

Descoberta 

Segundo ainda revela o coordenador da unidade de conservação, no ano de 2005 a espécie  Xilonycteris vierai, tida como morcegos tombados na coleção científica, foi encontrado vivo na região do Angico, situação a qual gerou muita surpresa.  

“Até 2007 só tínhamos registro desse animal em coleção. A captura do morcego da espécie vierai causou à equipe um impacto positivo e incentivador da continuidade das pesquisas na área. Este tipo de morcego tem o seu habitat em regiões de caatinga”, explicou Jefferson. 

Morcegos 

Segundo Jefferson, o Estado de Sergipe detêm hoje, cerca de vinte e três espécies descritas. No período inicial da pesquisa, em 1990, haviam algumas espécies em particular que não foram registradas, dentre elas: as espécies Pteronotus personatus, Rhoyeessa hussoni, Chiroclema Dorial e Pteronotus gymnonotus.  

Os morcegos são ótimos polimerizadores, contraladores de insetos e são os responsáveis pela distribuição de sementes. “Cerca de 25% de todas as árvores frutíferas são mantidas pelos morcegos”, aponta ele.

Fonte: Semarh

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