Petroleiros pedem reajuste e fim dos leilões das reservas

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Funcionários da Petrobras se reuniram em frente à sede da empresa
Na manhã de hoje, 22, empregados da Petrobras fizeram um ato na sede da empresa para protestar contra os leilões das reservas de petróleo e gás e pelo reajuste salarial. O protesto reuniu alguns poucos funcionários que aproveitaram para realizar uma assembléia e debater outros assuntos relevantes para a categoria.

Mas o ponto chave do ato foi chamar a atenção da população sobre a realização da 9ª Rodada de Leilão do Petróleo e Gás, marcada para o dias 27 e 28 de novembro. “O governo Lula insiste nessa idéia o que significa uma privatização branca. Temos exemplos de privatizações que não deram certo e essa tem que ser uma reivindicação não só dos petroleiros, ma também da sociedade”, explica Fernando Borges, da direção do Sindipetro unidade Sergipe/Alagoas. Uma grande manifestação para sensibilizar a população e tentar barrar os leilões está marcada para hoje, 22, às 17h, no Rio de Janeiro.

Reajuste

Fernando Borges, Sindipetro SE/AL
A outra questão, referente à campanha salarial, representa um impasse entre a empresa e os trabalhadores que pedem um aumento de 7,5% em ganho real. A única contra-proposta apresentada pela Petrobras foi de 4,18% de reajuste pelo IPCA(índice que mede o nível da inflação). “Essa prposta é ridícula, pois representaria um ganho real de 0%. Porque, ao mesmo tempo que recebemos esse aumento será retirado esse mesmo percentual da assistência médica de grande risco”, informa Fernando.

A fim de reforçar a indignação, os petroleiros irão realizar em todo o país no próximo dia 26 uma paralisação de 24 horas e deverão votar um indicativo de greve por tempo indeterminado.

 

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