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| Detento presta depoimento no Fórum Gumersindo Bessa (Foto: Arquivo Infonet) |
Ao prestar depoimento na 5ª Vara Criminal, o servente de pedreiro Kléverton Santos Amaral revelou o envolvimento do policial militar Jonas Kilderis de Oliveira Lima na morte do jovem Klebson dos Santos, assassinado a tiros no ano passado na avenida Visconde de Maracaju.
Na quinta-feira, 26, Kléverton compareceu à 5ª Vara Criminal para prestar depoimento em um outro processo, também por assassinato, no qual o policial Jonas Kilderis se destaca como réu, apontado como autor do assassinato de Wesley Rodrigues Santos, conhecido como Guaiamum, e por tentativa de homicídio contra José Carlos Menezes, o Pepeu. Quanto a este crime, Kléverton Amaral disse que desconhecia se o PM teria envolvimento, mas garantiu que o mesmo policial teria participado do crime contra o irmão.
Kléverton Amaral está preso no Complexo Penitenciário Carvalho Neto acusado por homicídio doloso e envolvimento com o tráfico de drogas e chegou ao Fórum Gumersindo Bessa algemado e escoltado por policiais militares. Ao ser interrogado, Kléverton Santos Amaral surpreendeu ao apontar para o PM que estava sentado em um banco localizado atrás da cadeira onde a testemunha se encontrava e revelar o envolvimento de Kilderis naquele crime. O promotor de justiça informou que o Ministério Público Estadual já encaminhou ofício à Superintendência da Polícia Civil pedindo apuração das declarações de Kléverton Santos Amaral.
O inquérito policial que trata da morte do irmão dele, Klebson dos Santos, está inconcluso e tramita na 5ª Divisão do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Secretaria de Estado da Segurança Pública. O delegado responsável pela investigação, Robério Santiago, confirma que o nome do PM Jonas Kilderis “foi ventilado entre os suspeitos pelo assassinato”.
Klebson foi alvejado por tiros na avenida Visconde de Maracaju depois de abordados pelos criminosos. Seria um crime de mando, na ótica do delegado Robério Santiago, e que teria ligação com o tráfico de drogas no Estado. No momento do crime, Klebson estava acompanhado por Jeferson Pinto, que foi baleado. Klebson chegou a ser socorrido com vida e encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde faleceu na madrugada do dia 26 de março do ano passado.
As investigações, segundo o delegado, são complexas e estão sendo desenvolvidas com a parceria do Departamento de Narcóticos da SSP (Denarc), pelo fato do crime ter relação com o tráfico de drogas, segundo o delegado.
O delegado Robério Santiago revela que ainda não concluiu o inquérito devido à complexidade das investigações que depende de decisões judiciais e até mesmo pelo volume de inquéritos que tramita no DHPP. “Cada Divisão de Homicídios trabalha com uma média de 100 inquéritos”, diz.
O promotor de justiça Rogério Ferreira informou que o Ministério Público enviou ofício à Secretaria de Estado da Segurança solicitando a apuração dos fatos e a consequente oitiva de Kléverton em inquérito policial.
Por Cássia Santana


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