Polícia Científica alerta para uso seguro de fogos no fim do ciclo junino

Orientação busca reduzir impactos da poluição sonora sobre pessoas sensíveis ao ruído e animais durante os festejos de São Pedro

Os cuidados também devem ser estendidos aos animais domésticos, que possuem elevada sensibilidade auditiva e podem apresentar reações de estresse, desorientação e até ferimentos em decorrência de estampidos intensos. (Foto: SSP/SE)

Com a proximidade das celebrações de São Pedro, que encerram o ciclo dos festejos juninos em diversos municípios sergipanos, a Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Científica, orienta a população quanto ao uso responsável de fogos de artifício e alerta sobre os impactos causados pelos estampidos em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), idosos, pacientes em tratamento de saúde, pessoas com hipersensibilidade sensorial e animais.

Para auxiliar as forças de segurança na apuração de denúncias relacionadas à poluição sonora, o Instituto de Criminalística da Polícia Científica (IC/PCi) dispõe de um sonômetro de alta precisão, capaz de aferir os níveis de ruído produzidos por diferentes fontes sonoras.

De acordo com o diretor do instituto, Paulo Roberto, o sonômetro atende aos padrões internacionais exigidos para esse tipo de medição e possui tecnologia capaz de aferir com elevado grau de precisão os níveis de pressão sonora registrados em diferentes ambientes. “O equipamento pode ser utilizado para subsidiar investigações relacionadas à perturbação do sossego e à poluição sonora”, explicou.

Segundo o perito, o período junino exige atenção especial devido ao aumento da utilização de fogos de artifício. Testes realizados pela Polícia Científica demonstraram que determinados artefatos podem ultrapassar com facilidade os limites de ruído previstos em normas municipais e estaduais, gerando impactos para a população e para os animais.

A SSP destaca que a diversão característica dos festejos pode coexistir com atitudes de respeito e responsabilidade. A recomendação é priorizar fogos de baixo ruído, observar os horários e restrições previstos na legislação local e evitar a utilização desses artefatos nas proximidades de hospitais, clínicas, instituições de ensino e locais que abriguem pessoas em situação de vulnerabilidade.

Os cuidados também devem ser estendidos aos animais domésticos, que possuem elevada sensibilidade auditiva e podem apresentar reações de estresse, desorientação e até ferimentos em decorrência de estampidos intensos.

Diversão e respeito podem caminhar juntos. Antes de utilizar fogos de artifício, a orientação é que os cidadãos se informem sobre as normas vigentes em seus municípios e priorizem alternativas que reduzam os impactos sonoros para a comunidade.

Fonte: SSP/SE

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