Policiais civis confirmam luta pelo adicional de periculosidade

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Na oportunidade, foi ratificada a luta pelo adicional de periculosidade e a inclusão, na pauta de negociação, de projeto de reestruturação de toda categoria. (Foto: Ascom/Sinpol)

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE) realizou Assembleia Geral Extraordinária com pauta breve e discutida pelos policiais civis filiados presentes. Na oportunidade, foi ratificada a luta pelo adicional de periculosidade e a inclusão, na pauta de negociação, de projeto de reestruturação de toda categoria, que inclui agentes, escrivães e agentes auxiliares ativos e inativos.

O presidente do Sinpol/SE, Adriano Bandeira, iniciou a reunião fazendo uma breve atualização sobre o processo de negociação com o Governo do Estado em defesa do adicional de periculosidade, luta defendida pelas nove entidades sindicais e representativas que fazem parte do Movimento Polícia Unida. Na oportunidade, ele pontuou sobre as tratativas com a Mesa Permanente de Negociação e destacou a importância da continuidade da pauta.

Logo em seguida, foi a vez do presidente do Sinpol/SE falar sobre outra pauta de reivindicação da categoria, a luta pela reposição inflacionária. “Estamos há oito anos sem que o Governo de Sergipe apresente um Projeto de Lei junto à Assembleia Legislativa, para que se faça cumprir com a sua obrigação constitucional de conceder aos policiais civis, a revisão geral anual. Nesse período, tivemos o nosso salário corroído pela inflação em mais de 60,55%. Isso é um absurdo”, ressaltou Adriano Bandeira.

Na ocasião, os filiados conheceram uma proposta de reestruturação de toda categoria, que inclui agentes, escrivães e agentes auxiliares ativos e inativos.

Presente no ato, o agente auxiliar de Polícia Civil aposentado, Marivaldo dos Santos, destacou a importância do Sinpol/SE na luta pela valorização dos profissionais da Polícia Civil. “Eu digo sempre que o Sindicato é o meu representante legal, ele é o responsável por representar os meus interesses, os interesses da categoria. E essa interação com o Sinpol é muito importante, para que consigamos alcançar o nosso maior objetivo, que é a nossa melhoria. Por isso, digo que não vou aceitar que outras pessoas queiram passar por cima do Sindicato, a exemplo do que ocorreu com os delegados de Polícia Civil”, ressaltou.

Deliberações

Ao final das apresentações, os filiados deliberaram e votaram pela manutenção em defesa do adicional de periculosidade, como também de uma proposta aditiva de reestruturação da categoria, que deverá ser levada para as negociações junto ao Governo do Estado.

Sobre as deliberações finais, o presidente do Sinpol/SE avaliou como bastante propositiva. “Hoje, os policiais civis, entre agentes, escrivães e agentes auxiliares, definiram por apresentar ao delegado-geral, Thiago Leandro, um projeto de reestruturação da nossa carreira. Na mesma oportunidade, ficou decidido, por unanimidade, pela continuidade da nossa participação no Movimento Polícia Unida, que luta em defesa do adicional de periculosidade. E tudo o que foi deliberado no dia de hoje tem grande importância, porque mostrou o grau de maturidade e de reflexão da categoria sobre tudo que foi exposto”, destacou Adriano Bandeira.

Agora, a decisão será formalizada junto ao Delegado-Geral da Polícia Civil para encaminhamento da nova pauta. “Comunicaremos, de maneira oficial, o delegado-geral Thiago Leandro, sobre a nova pauta, a fim de que ele atue no sentido de iniciar as tratativas para possibilitar, o quanto antes, o envio do projeto de lei à Assembleia Legislativa”, salientou Adriano Bandeira.

Na oportunidade, ele aproveitou para convocar toda categoria para participar da Assembleia Geral do Movimento Polícia Unida, prevista para o próximo dia 16.

Também presente no evento, o escrivão de Polícia Civil, Antônio Moraes, avaliou de forma positiva o encontro. Na oportunidade, ele parabenizou a diretoria do Sinpol/SE pela apresentação da nova proposta de reestruturação da categoria.

“Considero a assembleia de hoje como muito positiva. Isso porque o Sindicato trouxe para cá uma proposta que foi fomentada por meio de um conjunto de opiniões, de sugestões de diversos colegas, que consideramos bastante interessante. Sabemos que o Sindicato não abre mão da luta pelo adicional de periculosidade, pauta da categoria aprovada em assembleia, mas a diretoria do Sinpol/SE coloca, a partir de hoje, uma pauta alternativa, que é a correção da tabela de subsídio, o que para nós é bastante satisfatório. Agora, esperamos que essa decisão seja protocolada e enviada tanto para o delegado-geral de Polícia Civil quanto para o secretário de Segurança Pública, e que ela siga para discussão na Mesa Permanente de Negociação, para que o governo apresente a sua contraproposta”, pontuou Antônio Moraes.

Fonte: Ascom/Sinpol

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