Policial que soltou presos, já foi presa por roubo

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A policial foi presa suspeita de ter feito festa com presos (Foto: Imprensa1.com)

A corregedoria da polícia civil abrirá inquérito para apurar a responsabilidade de uma policial civil que durante o plantão na Delegacia Regional de Areia Branca é suspeita de ter aberto a cela para beber com os presos. Vizinhos da delegacia alegam que a festa chamou a atenção de todos que passavam pelo local e que os presos ouviam música alta, bebiam e dançavam comemorando os festejos juninos. O fato foi registrado na noite da última quinta-feira, 24.

De acordo com a corregedora Teonice Alexandre de Santana um delegado será nomeado para fazer a investigação do fato. O procedimento que foi lavrado na Delegacia Plantonista pelo delegado Wellington Fernandes Rogério será encaminhado ainda essa semana para a corregedoria.

Teonice Alexandre ressalta que a policial Analice Aciole Souza recorreu na Justiça de um crime que foi acusada em 2006, onde foi presa por formação de quadrilha no município de São Cristovão. A corregedora salienta que a servidora que é policial enquadrada ficou afastada das funções, mas como o processo continua tramitando na Justiça a policial retornou as atividades.

Questionada sobre a escala e o fato da policial esta sozinha na delegacia, a corregedora esclarece que o plantão nos festejos juninos funcionou como uma escala especial.“Essa é uma das nossas lutas, o efetivo é reduzido causa esse tipo de transtorno. O plantão nos festejos funcionou de forma especial e com certeza se ela estava sozinha é porque não houve jeito de conseguir mais profissionais”, reconhece.

Depressão
Familiares da policial chegaram a alegar que a ela sofre de depressão e que faz uso de medicação controlada, mas para a corregedora é preciso responsabilização pela gravidade do caso. “É preciso que ela responda pelos atos que dela. A polícia tem que ser o espelho da sociedade e não podemos ser omissos diante dos fatos, por isso, tudo será apurado conforme a Lei e com muito critério”, explica Teonice.

Liberada

A policial foi liberada no dia seguinte a prisão fato, fato que causou estranheza. “A foi feita pelo judiciário e me causou surpresa diante da gravidade e dos antecedentes, mas o caso será apurado. Se ela estivesse presa teríamos somente alguns dias para a conclusão do inquérito, mas com a liberação temos 30 dias para realizar a investigação de maneira detalhada”, menciona.

Por Kátia Susanna

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