Poluição sonora incomoda aracajuano

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O dia está quase amanhecendo em Aracaju e as pessoas começam a se preparar para sair de suas casas. Às seis da manhã, o único barulho que se escuta na cidade é o dos passarinhos. Uma hora depois, mal se pode escutar a voz das pessoas em meio às buzinas, xingamentos e carros de som que circulam pela capital com as propagandas mais esdrúxulas. O problema da poluição sonora já é um bom conhecido dos aracajuanos. Como toda capital em desenvolvimento, Aracaju já sofre com as conseqüências do mal que costumava ser exclusividade dos grandes centros. Em uma pesquisa realizada pelo Portal InfoNet com internautas, na seção Questão do Mês, revelou que 70% dos que responderam às perguntas consideram a cidade barulhenta e 88% dos respondentes acham que as autoridades são negligentes em relação ao assunto. A pesquisa mostra que o cidadão aracajuano já se incomoda e está fazendo barulho quando o assunto é lutar pelos seus direitos. Neste ano, por exemplo, o Pré-Caju (prévia carnavalesca da cidade), sofreu com a oposição tanto dos moradores da avenida Beira Mar (antigo local do evento), quanto dos moradores próximos ao Centro da Cidade (atual local de sua realização). A festa é considerada por muitos como uma “algazarra aos ouvidos” e já mudou de lugar quatro vezes. Em uma delas, os trios foram proibidos de cruzar a ponte que liga a Coroa do Meio à avenida Beira Mar por causar tremores em sua estrutura. Este ano, a área dos mercados foi contemplada com a festa e, conseqüentemente, um asilo e uma clínica de repouso próximos. Depois da festa, muitos respiram aliviados pela trégua. Que dura pouco. A última moda, que nem é tão velha assim, da cidade, é a instalação de potentes aparelhos de som nas malas dos automóveis. O resultado são milhares de mini-trios-elétricos estacionados nos bares, praças e entradas de residências com músicas de duplo sentido e de qualidade duvidosa. Um dos internautas que respondeu à questão proposta pelo Portal comentou que achava que “deveria ser criada uma lei contra músicas com letras tão podres e sem sentido que induzem o jovem ao sexo livre e a tanta porcaria…”. Mais que dor de cabeça

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