População em situação de rua é tema de capacitação

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Capacitação acontece dias 19 e 20 de julho (Foto: Danillo França)

Fortalecer, empoderar e emancipar. Esse é o principal caminho quando o assunto é população em situação de rua. Como forma de preparar educadores e técnicos para um melhor tratamento e abordagem junto a esse público, a Secretaria Municipal da Assistência Social realiza durante os dias 19 e 20 uma capacitação com os profissionais do Departamento de Gestão do Sistema Único de Assistência Social (DGSUAS), em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau.

“Esse momento de capacitação faz parte da segunda etapa do primeiro módulo de capacitação dos educadores e técnicos de referência que atuam com a abordagem e acompanhamento à população em situação de rua nos Creas e Centro Pop. As causas que fazem as pessoas chegarem até esse contexto são inúmeras e por isso a DGSUAS, a Diretoria de Planejamento e a Diretoria de Proteção Básica estão realizando um diagnóstico para entender melhor e caracterizar as circunstâncias que as levam até esse status. A finalidade é que a ação da Assistência seja mais qualificada e segura”, explicou a coordenadora da Gestão do Trabalho, Maria do Socorro Lobato.

De acordo com o coordenador da Proteção Especial, Jonathan Rabelo, as qualificações acontecem, mas o trabalho in loco não deixa de ser realizado. “Em paralelo a esses cursos de reciclagem, estamos realizando as abordagens de rua três vezes por semana, à noite, e aos sábados. As nossas equipes estão sendo preparadas tanto para o encaminhamento de atendimento nos equipamentos, para os casos de usuários que necessitam dos benefícios assistenciais”, explicou.

Além dos profissionais da secretaria, participaram da capacitação a diretoria de Direitos Humanos da Assistência o sociólogo e presidente da Associação de Defesa Homossexual de Sergipe (Adhonis), Marcelo Lima.

Segundo Lídia Anjos, diretora de Direitos Humanos, um diálogo necessário para que os educadores e técnicos possam adequar o discurso à sensibilidade necessária e à realidade dos usuários. “Essa é preocupação da vice-prefeita e secretária Eliane Aquino: atuar para além do assistencialismo. Nós não estamos aqui para exercer a caridade, mas uma política social para resultados mais eficazes”.

Assistência Social na Prática

Sem um viés de higienização, a assistência municipal tem se engajado em práticas contínuas e processuais que buscam a reconstrução dos significados da vida do indivíduo e sua autonomia. Atualmente, há uma oferta de 40 vagas de acolhimento, sendo 20 através da Casa de Passagem Acolher e 20 através de uma parceria firmada junto ao Governo de Sergipe, através da Seidh, com o Centro de Apoio ao Migrante.

Já com o suporte e a oferta de serviços através do Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro Pop), são realizados atendimentos individuais e coletivos, oficinas e atividades de convívio e socialização, além de ações que incentivem o protagonismo e a participação coletiva, bem como a oferta de café da manhã e de fichas que permitem o acesso ao almoço e ao jantar no Padre Pedro, por meio da colaboração do Governo de Sergipe.

Com a criação do grupo intersetorial, a Assistência vem reunindo e envolvendo diversas áreas da gestão municipal (entre elas as pastas de Saúde, Educação, Esporte e Juventude e a Fundação Municipal de Formação para o Trabalho) para a estruturação do Plano Municipal de Atendimento à População de Rua. O intuito é fortalecer as estratégias de abordagem à esse público, priorizando o trabalho integrado, que propicie uma interação mais amplo às pessoas que enfrentam essa vulnerabilidade.

Fonte: PMA

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