Por falta de segurança, saidinha de banco pode crescer em SE

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Um alerta para as saidinhas de banco (Fotos: Portal Infonet)
O cliente deixa a agência bancária e em seguida é surpreendido por alguém que rapidamente leva todo o dinheiro sacado. O crime conhecido como “saidinha de banco” pode crescer em Sergipe por falta de medidas de segurança. A gerente de negócios que prefere ser identificada apenas pelas inicias I.M.A conta que foi abordada por um homem logo após deixar um banco em uma das avenidas mais movimentadas da capital, a Barão de Maruim.

“Foi muito rápido, eram por volta de 14h, o homem se aproximou de mim, me abraçou e disse que sabia que tinha sacado dinheiro e levou tudo. No final, para disfarça,r me deu um beijo de despedida”, conta a mulher que ficou traumatizada após o assalto.

I.M.A diz que acredita que o homem pode ter observado a sua movimentação dentro da agência.

O delegado André Baronto participa de reunião e cita medidas de segurança
“É provável que ele estivesse do lado de fora observando enquanto eu sacava o dinheiro, porque o banco é muito aberto, as portas de vidro não oferecem segurança para quem está dentro”, diz.

Câmeras externas

Após participar de reunião do Conselho de Segurança Pública do Nordeste, o delegado do 2º núcleo do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), André Baronto, afirma que o assunto foi alvo de debate e que algumas medidas devem ser tomadas. O delegado conta que Sergipe é exemplo para outros estados com relação a assaltos a bancos, mas frisa que algumas medidas podem diminuir os assaltos.

“Foram colocadas três medidas para evitar o aumento nesse tipo de crime, a exemplo de colocação

Clientes devem evitar saques em locais que não tenham segurança  
de câmeras de segurança fora das agências. Isso possibilita que se tiver assalto, os bandidos sejam identificados ao deixar o local. Outra medida é com relação a cabines fechadas, para evitar que no momento do saque o cliente seja observado”, detalha o delegado, que frisa a importância de uma área livre ao redor do banco.

“Essa proposta seria uma área de segurança onde não seria mais permitida a presença de ambulantes, pessoas com motos ou paradas na frente do banco”, propõe o delegado.

Fragilidade

Apesar de não dispor de dados de quantas pessoas já foram vítimas desse tipo de crime, a verdade é que nos últimos meses a polícia tem atuado na prisão de vários

No Centro da capital é comum ambulantes na porta das agências
criminosos envolvidos em assaltos a bancos, casas lotéricas e pontos Banese. Mas esses lugares são criticados por autoridades da segurança pública.

Para o comandante do policiamento da capital, coronel Maurício Iunes, alguns estabelecimentos comerciais passaram a agir como instituições bancárias, mas não oferecem segurança. “Segurança é responsabilidade de todos. O problema é que esses estabelecimentos têm uma grande movimentação de dinheiro, muitas vezes maior do que os bancos e não oferecem a mínima segurança para os clientes”, observa Iunes, que enfatiza que a população deve evitar utilizar os serviços em locais inseguros.

“O risco é maior porque estes locais não oferecem nenhuma câmera de segurança e nem portas

O coronel Iunes ressalta a importância das medidas de segurança
giratórias. A população deve evitar os saques em caixas eletrônicos e até pagamentos de valores altos. O melhor é fazer transferências online ou procurar um banco que pelo menos tem uma estrutura mínima”, salienta o coronel.

Proibição de celulares

A lei que visa diminuir as saidinhas de bancos já foi promulgada pela câmera de vereadores de Sergipe. De autoria do vereador Jailton Santana (PSC) torna obrigatória a instalação de painel opaco entre os caixas e os clientes em espera, em todas as agências bancárias e instituições financeiras.  A lei prever que a agência mantenha em funcionamento um painel eletrônico que indique que o caixa está disponível ao atendimento do próximo cliente.

O vereador Jailton Santana é autor da lei que proibe o uso de celulares nos bancos
Jailton Santana enfatiza que a lei estabelece a proibição de telefones celulares nos bancos. “Essa lei foi uma sugestão do secretário de Segurança Pública, João Eloy, para tentarmos agilizar ainda mais o combate a este tipo de crime”, diz.

Segurança

Alvo de críticas por conta do grande número de assaltos a pontos Banese, o presidente do Banco do Estado de Sergipe, Saumíneo Nascimento, enfatizou que o banco está fazendo investimentos significativos na área de segurança.

“A equipe técnica visitou outros bancos conhecendo como isso funciona. Nós temos uma articulação muito boa com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e órgãos como as Polícias Federal, Civil e Militar no sentido de ter um sistema de comunicação eficiente. Estamos comprando equipamentos de monitoração para propiciar maior segurança não somente nas agências, mas também nos Pontos Banese”, garante.

 

 

Por Kátia Susanna

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