Portelinha: moradores não têm para onde ir

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Cinco casas foram derrubadas
Depois da derrubada das cinco casas, moradores da Invasão da Portelinha,  na Barra dos Coqueiros, não têm para onde ir. Desesperados os desabrigados foram até a Escola Municipal João Cruz, mas não tiveram liberação para entrar.

“Solução simples essa que eles acharam, porque derrubam as casas e colocam a gente no meio da rua, como se a gente fosse cachorro. Não vou tirar minhas coisas do caminhão enquanto eles não encontrarem uma solução”, afirma a desabrigada Maria Sandra da Silva.

Sandra ainda pontuou que morava no local há cerca de dois anos e que foi injustiçada por parte da prefeitura da Barra dos Coqueiros. “Inicialmente existiam 70 casa aqui, depois eles começaram a anunciar que apenas 35 famílias estavam cadastradas, dessa

Desabrigados vão para frente da escola
vez o anúncio foi que essas cinco casas seriam derrubadas”, relata.

Quem também não tinha para onde ir foi a família de Bruno Santos de Oliveira, que também teve a casa derrubada. “Não posso deixar minha família no meio da rua e nem largar minhas coisas aqui na porta da escola. Queremos apenas que a prefeitura encontre uma solução”, clamava Bruno.

Incidente

As cinco famílias desabrigadas tentavam entrar na Escola, que por todo tempo permaneceu com os portões fechados. No momento em que os moradores articulavam uma conversa com representantes da prefeitura, o secretário de comunicação Diego Gonzaga, passou pelo local e foi

Famílias não descarregam o caminhão
abordado.

Durante uma tentativa de conversa, um representante da defesa civil, que conduzia o carro do Secretário se exaltou com um dos moradores e saiu do local, dirigindo em alta velocidade.

Prefeitura

A equipe do Portal Infonet entrou em contato por telefone com Diego Gonzaga, que lamentou o incidente e garantiu que irá ajudar as famílias. “Foi lamentável o que aconteceu, mas não houve em nenhum momento a falta de vontade por parte da prefeitura em dialogar com essas pessoas. O que podemos fazer é encontrar um lugar para que

Desabrigados tentan conversar com secretário
elas guardem os movéis até encontrarem um local para morar”, explica.

Diego pontuou ainda que as assistentes sociais estão à disposição das famílias para qualquer tipo de orientação. “Não podemos esquecer que esssas famílias estão no local há poucas semanas e não há anos, como eles alegam. Foram derrubadas construções novas. Onde essas pessoas estavam antes? Vamos ajudar no sentido de não deixar as coisas nas ruas”, pontua Diego.

 

 

 


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