Possível aumento de tarifa revolta população

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Tarifa poderá custar 25 centavos a mais
Ainda esse mês, a população aracajuana poderá pagar mais caro para utilizar o transporte público da capital. O argumento utilizado pelas empresas que pedem um reajuste de R$ 1,95 para R$ 2,20 é o aumento nos gastos com a manutenção de funcionários, a conservação da frota e a compra de combustível. A SMTT ainda não estabeleceu uma data para o aumento, já que o reajuste precisa passar por estudo detalhado.

O Portal Infonet foi até o Calçadão do Centro para saber a opinião da população sobre o reajuste e constatou muita revolta e indignação. “Eu não entendo a necessidade de aumento constante da tarifa numa cidade pequena como Aracaju. Em capitais maiores – onde os ônibus fazem grandes percursos -, o preço da passagem é menor”, diz o policial militar Gonçalves Souza.

Policial reclama da má conservação da frota
O policial destacou ainda a má conversação de alguns ônibus da capital. “Em alguns bairros, como no Médici ou no Jardins, os veículos estão limpos e novos. Mas dê uma olhada nos ônibus da periferia de Aracaju, a maioria está caindo aos pedaços”, reclama.

O aposentado José Melo, de 68 anos, concorda com Gonçalves e diz que a conservação da frota e a superlotação dos veículos o incomoda bastante. “Já vi ônibus com cadeiras quebradas, estrutura comprometida e tão cheios de gente que mal dava para entrar”, diz. “A realidade do transporte público de Aracaju é um desrespeito com quem utiliza os ônibus para percorrer a cidade”, conclui.

Iara diz que pessoas não têm tempo para protestar contra aumento de tarifa
Na opinião do estudante Bruno Alexsandro, a falta de manifestações contribui para que a tarifa aumente constantemente. “As pessoas reclamam, mas ninguém faz nada. Ninguém organiza uma passeata ou um movimento para protestar contra os reajustes”, diz. “É por isso que as empresas vivem pedindo aumento. Eles sabem que no final as pessoas acabam aceitando”, opina.

Funcionária de um salão de beleza, Iara Santos acredita que muitas pessoas não protestam porque não encontram tempo. “Esse é o meu caso. Mesmo que tivesse uma passeata contra o reajuste, eu não poderia participar porque trabalho o dia todo”, conta.

Por Carla Santana

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