Povoado Alagamar é inserido na Rede Solidária de Mulheres de Sergipe

Com a inclusão das mulheres do Povoado Alagamar,  Projeto Rede Solidária vai levar ao Assentamento e à Associação oficinas de Agroecologia, de Processamento de Alimentos e Boas Práticas, de Artesanato e de Educomunicação. (Foto: Ascom/Rede Solidária de Mulheres de Sergipe)

O Projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe incluiu 84 mulheres do Povoado Alagamar, em Pirambu, nas ações dessa nova fase do Projeto. Desde 2018, o Projeto Rede realizava atividades no município de Pirambu, através da comunidade de Baixa Grande, e agora, conta também com a participação das mulheres do assentamento São Sebastião e da Associação do Território da Comunidade Remanescente de Quilombo Alagamar (ASTECORQUAL).

De acordo com Mirsa Barreto, coordenadora do Projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe, parte da equipe de trabalho da Rede já tem uma experiência de atuação com as mulheres do Assentamento São Sebastião, através da execução do Projeto Catadoras de Mangaba Gerando Renda e Tecendo Vida em Sergipe, também realizado pela Ascamai com o patrocínio da Petrobras, o que ajuda no diálogo com as mulheres e no desenvolvimento das próximas ações.

Para ela, a nova parceria é reflexo de uma relação histórica com a comunidade. “Lá atrás nos construímos uma relação de confiança, de respeito e de um trabalho coletivo, na busca para qualificar os processos produtivos dos alimentos e produtos das catadoras de mangaba da região”, disse Mirsa, que também coordenou Projeto Catadoras de Mangaba Gerando Renda e Tecendo Vida em Sergipe.

Com a inclusão das mulheres do Povoado Alagamar, o Projeto Rede Solidária vai levar ao Assentamento e à Associação oficinas de Agroecologia, de Processamento de Alimentos e Boas Práticas, de Artesanato e de Educomunicação. Além disso, as mulheres poderão participar dos seminários auto-organizados ao longo da execução do Projeto, assim como construir coletivamente os webinários e outras ações promovidas pela Rede Solidária de Mulheres.

Para Mônica Nascimento, vice-presidente da ASTECORQUAL, a Rede vai contribuir para o fortalecimento da associação e das mulheres. “Ao meu ver, a Rede vai ser muito importante para todas nós. O Projeto vai ajudar a melhorar o nosso artesanato, que já tem uma grande saída, mas que pode crescer e melhorar a geração de renda em nosso local”. Ela destaca também que o artesanato em palha é a principal fonte de renda das famílias. “A gente aprende de criança, nossos antepassados já vieram com isso. Hoje, a gente faz bolsas, sousplat, mandala, chapéu, cestos e outras coisas com a palha do Ouricuri, que é o carro chefe da comunidade”, conta Mônica Nascimento.

Além do artesanato, Mônica acredita que as outras oficinas também serão bem aproveitadas pelas mulheres da comunidade, a exemplo da Oficina de Agroecologia. “Todo mundo tem alguma coisa plantada no quintal. Laranja, mamão, banana. Vai ser bom ter orientação sobre o plantio. Com a mangaba, já produzimos geleia, biscoito, bolo, trufas, suco, e vamos produzir ainda mais na oficina de alimentos. E a comunicação vai ajudar a gente a divulgar nosso trabalho nas redes sociais”, destacou.

As atividades em Alagamar iniciaram na última quarta-feira, 16, com a Oficina de Design em Palha, ministrada pela designer Danielly Goes da Rocha Queiroz. O Projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe é realizado pela Associação de Catadoras de Mangaba de Indiaroba (Ascamai), em parceria com a Petrobras e com apoio da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Fonte: Ascom/Projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe

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