Ao final do mês de março, a procuradora Regional da República, Gicelma Santos de Nascimento, e sua equipe, juntamente com o perito judicial, João Sampaio D’ávila, visitaram a lixeira do município, onde foram acompanhados pelo secretário municipal da Infraestrutura, Marcos Souza; pela assistente social, Ana Luíza Meneses Silva, e pela psicóloga Milena Machado Barreto, do Creas de São Cristóvão, e fizeram algumas solicitações aos representantes do município, os quais também solicitaram algumas medidas do órgão fiscalizador. 
(Foto Ilustrativa/Arquivo Infonet)
De acordo com a análise do secretário da Infraestrutura, assim como todos os municípios, São Cristóvão passa por dificuldades e precisa de drenagens, pavimentações e apresenta interesse em tratar o xorume através de empresas de saneamento, dedicando a este o cuidado que merece.
A Secretaria Municipal da Inclusão e do Desenvolvimento Social de São Cristóvão, através do Centro de Referencia da Assistencia Social (CRAS), realiza o cadastramento dos trabalhadores que já se encontram desenvolvendo catação na lixeira do município, situada na divisa entre o Saco Zé Borges e Tinharé, no Bairro Terra Nova, e a Secretaria da Infraestrutura, que já havia feito o cercamento do local, prepara-se para instalar uma guarita, que será ocupada por um vigilante.
Diretor administrativo da Secretaria Municipal da Inclusão e do Desenvolvimento Social, Márcio Siqueira, informa que o órgão visa realizar o cadastramento dos catadores em programas e proporcionar um futuro melhor. “Pretendemos detectar quem não está inscrito nos programas federais e cadastrá-los, além de proporcionar qualificação para que, futuramente, possam competir por vagas melhores”, disse.
A assistente social do CRAS da sede, Acácia Regina Nascimento, explicou que o cadastramento não trata-se de um incentivo para que as pessoas trabalhem na lixeira, mas à segurança e à assistência dos trabalhadores que já se encontram no local. “Através do cadastramento, será possível assistir as pessoas que já estão frequentando o local e, com o objetivo de oferecer segurança na atividade, distribuir kits, contendo luvas, botas e máscaras, e, futuramente, retirá-los de lá para um futuro mais promissor”, disse.
A atuação do CRAS no cadastramento dos catadores disponibilizará o atendimento de profissionais da assistência social e da psicologia e a instalação da guarita aumentará a segurança no local e coibirá a entrada de pessoas não-cadastradas.
Audiência
No dia 19 de abril, haverá um novo encontro entre o órgão fiscalizador com representantes do município, onde será apresentado o novo quadro em que se encontrarão os catadores devidamente cadastrados, com os kits e a guarita.
Fonte: Ascom/PMSC

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