Prefeitura diz que famílias recusaram auxílio-moradia

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Hotel esteve ocupado por 45 dias e retirada das famílias foi pacífica (Foto: Arquivo Infonet)
A Prefeitura de Aracaju realizou com sucesso, na tarde e noite do domingo, 18, a operação de desocupação da avenida Mário Jorge, na Coroa do Meio, que teve um trecho bloqueado desde a quinta-feira passada por famílias desabrigadas que haviam sido retiradas de um hotel em construção na localidade.

“Contando com a parceria da Polícia Militar, realizamos uma operação ordeira e pacífica de desobstrução da via pública, após termos oferecido aos manifestantes o cadastramento das famílias, o auxílio-habitação e a guarda dos bens móveis de todos eles”, informou o secretário Chefe de Gabinete da Prefeitura de Aracaju, Bosco Rolemberg.

A princípio, os desabrigados recusaram o auxílio-moradia, embora, segundo lembra o procurador Geral da PMA, Luiz Carlos Oliveira, eles tenham 15 dias para aceitarem o benefício. Os desabrigados querem que o benefício seja concedido a todos, indistintamente, mas a Prefeitura de Aracaju, preocupada em resgatar a dignidade dessas famílias carentes, ofereceu auxílio-moradia, no limite máximo previsto em lei municipal, de R$ 300,00, para aqueles que, dentre os cadastrados pela Secretaria Municipal de Assistência Social, não possuam outro imóvel e tenham em sua companhia filhos na condição de crianças ou adolescentes.

Os desabrigados também se recusaram a guardar seus bens móveis em dois galpões oferecidos pela Prefeitura, preferindo guardá-los em prédios próprios. Diante da grande quantidade de bens e utensílios utilizados na ocupação, o município, inclusive, colocou à disposição das famílias 22 caminhões prontos para fazerem a mudança, que ficaram estacionados próximos ao local.

A Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc), com apoio da Emurb e Emsurb, acompanhou de perto o cumprimento da ordem judicial para a desocupação da via, ocupada por 247 famílias lideradas pelo Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu).

Segundo informações da secretária-adjunta de Assistência Social e Cidadania, Edvaneide Souza Paes de Lima, a Semasc já vinha cumprindo o acordo feito com as lideranças do Motu, no sentido de cadastrar todas as famílias. “Nós estamos mobilizados para isso, mas os próprios líderes do movimento nos pediram para suspender o cadastro para que eles possam se organizar”, disse a secretária-adjunta, afirmando que a Semasc continua aberta para realizar o agendamento e cadastramento de todas as famílias.

No último dia 5 de julho, uma equipe da Semasc esteve no flat Atalaia e recebeu uma lista com todos os integrantes do movimento. Ao fazer o cruzamento de dados com o Cadastro Único (CadÚnico), foi constatado que 79, das 247 famílias ocupantes, possuem residência fixa, ou seja, já possuem moradia.

No sábado, 17, o juiz Paulo Roberto Fonseca Barbosa, da 18ª Vara Cível, autorizou o município de Aracaju, liminarmente, a desocupar a avenida Mário Jorge, com a saída dos desabrigados filiados ao Motu.

Fonte: Ascom/PMA

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