Prejuízos: o difícil recomeço após as chuvas

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Os prejuízos causados pelas chuvas
Na manhã desta sexta-feira, 16, a equipe do Portal Infonet acompanhou o difícil recomeço das famílias atingidas pelas chuvas. Muita lama, móveis estragados, sujeira por todo lado e a tarefa de contabilizar os prejuízos. Muitas famílias perderam tudo que possuíam com as fortes chuvas que caíram na capital sergipana. Nesta sexta para muitos o dia foi de recomeço.

Após uma semana fora de casa, a aposentada Ildko Agenes Holfing teve um choque quando abriu a porta da residência. Visivelmente transtornada com a lama, sujeira e o mau cheiro que tomou conta do local, a aposentada relata os dias difíceis após as chuvas.

“Há uma semana estou na casa de uma amiga com meus dois cachorros, cinco gatos e uma

A aposentada tenta retirar a água da casa
pombinha. Meu Deus está tudo destruído e perdido, tenho medo de ligar a energia e acontecer um curto circuito. Está tudo alagado, a sujeira está por todo lado”, diz Ildko ao presenciar a cena da casa ainda alagada.

Muito abalada Ildko relata que não sabe quando poderá voltar a morar na casa, para a aposentada o transtorno é causado pela omissão do poder público. “Não me importa qual foi a sigla do partido que permitiu que fossem feitas construções sem autorização, o fato é que há 32 anos estamos sofrendo com os alagamentos. Não comprei uma casa em uma área de palafitas ou de invasão, por isso, quero o problema resolvido”, desabafa.

A aposentada que tem descendência hungara mora no Jardim Costa do Sol há 32 anos e se diz

As paredes correm o risco de desabar
decepcionada com a situação. “Aracaju foi eleita por mim para morar aqui e me deparo com essa situação. Essa semana vou colocar uma faixa na entrada da rua dizendo venham ver a cidade da qualidade de vida”, desabafa.

Situação semelhante enfrenta o administrador Paulo Roberto Freitas que teve a casa invadida pela água. Paulo é um dos moradores que está hospedado em um hotel. Morador do Costa do Sol há 24 anos, ao entrar na residência Paulo lamentou os prejuízos. “Tudo perdido, a lama tomou conta de tudo. A casa não tem condição de ser habitada, vamos esperar uma vistoria do engenheiro para avaliar todos os prejuízos. O que precisamos ter garantia é que a prefeitura por meio da Emurb [Empresa Municipal de Obras e Urbanismo] marque uma data para início das obras”, ressalta.

No Morro do Avião a equipe do Portal Infonet flagrou o momento em que o desempregado Paulo

O administrador lamenta os prejuízos
Sérgio da Silva retirava o pouco que sobrou após o desmoronamento do barraco na madrugada desta sexta-feira, 16. Paulo Sérgio conta que residia no local com a esposa e dois filhos de 2 e 8 anos.

“Graças a Deus meus filhos foram retirados da casa rapidamente. A parte que caiu foi próxima a cama onde eles dormem. Agora não sei para onde vou porque não quero ir para a escola, lá é muita gente”, afirma.

De acordo com o major Matheus da Defesa Civil, o grande problema enfrentado é que muitas famílias se recusam a deixar suas casas para um abrigo. Segundo o major muitos alegam

Paulo retira o que restou do seu barraco
que não querem ficar em escolas, a exemplo de Paulo. Mas, segundo ele, “a orientação é que todos deixem as áreas de risco para evitar uma tragédia maior”, alerta.

Prefeitura

De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), está sendo feita uma inspeção por meio de uma equipe de três engenheiros com o objetivo de avaliar as condições de habitação das casas. Segundo a assessoria, o trabalho continua até o final da semana que vem, quando o município terá uma posição oficial sobre a situação da localidade.

No vídeo abaixo confira a situação do Morro do Avião:

O barraco caiu e sobrou poucas coisas Fotos: Portal Infonet

Em matéria publicada pela agência de notícias da prefeitura, o coordenador da Defesa Civil Municipal, Nicanor Moura Neto, destacou o que está sendo feito. “Estamos desobstruindo duas redes do canal Heráclito Rollemberg. Essa medida visa garantir que a água da chuva escoe com mais rapidez”, explicou.

Com relação às instalações elétricas, a informação é que no começo da noite da última quinta-feira, 15, a Emurb foi ao Costa do Sol junto com a Energisa para ligar as instalações elétricas e verificar se o local oferecia algum tipo de risco aos moradores.

“O serviço que estamos fazendo é para garantir que não acontecerá nenhum tipo de choque elétrico ou incêndio nas redes por conta das chuvas”, explica o diretor de operações da Emurb, Sandoval Batista.

Por Kátia Susanna

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