Primeiro aterro sanitário de Sergipe será particular

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Após mais de 10 anos de discussões entre estudiosos, Justiça e Administrações Públicas sobre a importância de aterros sanitários em Sergipe, parece que quem dará o pontapé inicial será uma empresa particular. A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) está analisando o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental, e o Estudo de Análise de Risco (EIA/RIMA/EAR) de um projeto encaminhado pela Empresa Estre Ambiental/SA de São Paulo para a construção de um aterro no município de Rosário do Catete.

Esta empresa trabalha com gestão de resíduos sólidos e tratamento de áreas degradadas e pretende operar num terreno de 131,7 hectares na cidade. O edital informando sobre a análise da Adema foi publicado no último dia 29 no Diário Oficial do Estado.

De acordo com o diretor-presidente da Adema, Genival Nunes, a Adema irá solicitar uma audiência pública para que todas as dúvidas da população e empreendedores sobre o projeto sejam sanadas.

Genival Nunes
“Além de analisar o processo que já contém oito volumes para verificar se existe profundidade dos lençóis, análise de risco para a área circunvizinha entre outros aspectos técnicos, acreditamos na importância da audiência para uma explicação presencial do projeto”, diz ele, acrescentando que todo esse estudo serve de base para a Adema emitir ou não a licença prévia para o empreendimento.

Usina e Empregos

A secretária do meio ambiente do município de Rosário do Catete, Débora Melo, informou que desde o ano de 2003 que a prefeitura vem tentando implantar um aterro sanitário na cidade, mas que o prefeito se interessou pelo trabalho da empresa, por que irão implantar a Usina de Compostagem.

“Demos prioridade a Usina de Compostagem pela questão ambiental. O aterro sanitário é excelente, diminui os lixões, mas depois de um alguns anos esta área do aterro não poderá ser reutilizada. E pensando no futuro o prefeito Etelvino Barreto vê a implantação desta empresa com bons olhos”, explica.

De acordo com Débora, no terreno que já foi adquirido pela empresa paulista não funcionará um aterro sanitário, mas uma Usina que atenderá todo o Vale Cotinguiba.  Ela fez questão de enfatizar que uma das exigências do município a Estre Ambiental foi aproveitar as pessoas que trabalham no lixão. “O prefeito fez questão de solicitar a empresa que aqueles que tiram seu sustento do lixo, ‘os catadores de lixo’, – sejam capacitados e aproveitados na empresa. Serão aproximadamente 50 empregos diretos e 100 indiretos”, diz.

A reportagem do Portal Infonet entrou em contato com a subcontratada da Estre Ambiental/SA em Aracaju, denominada Ambienterra, mas o engenheiro ambiental não pode dar outras informações no momento.

Compostagem

De acordo com o site Ambiente Brasil, compostagem é o processo de reciclagem da matéria orgânica formando um composto. A compostagem propicia um destino útil para os resíduos orgânicos, evitando sua acumulação em aterros e melhorando a estrutura dos solos. Esse processo permite dar um destino aos resíduos orgânicos domésticos, como restos de comidas e resíduos do jardim.

A compostagem é largamente utilizada em jardins e hortas, como adubo orgânico devolvendo à terra os nutrientes de que necessita, aumentando sua capacidade de retenção de água, permitindo o controle de erosão e evitando o uso de fertilizantes sintéticos.

Por Raquel Almeida

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