Prisão: mulheres trans são indiciadas por agressão e roubo no Centro

(Foto: SSP/SE)

As três mulheres trans acusadas de agredir um motorista em Aracaju foram presas nesta quinta-feira, 14, por pela Polícia Civil, acusadas de agressão e roubo no Centro da capital.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em janeiro deste ano, depois de agressões sofridas por um motorista na região central de Aracaju. O caso ganhou repercussão após imagens da confusão terem viralizado nas redes sociais.

Segundo o delegado André David, foram ouvidas várias vítimas de ações criminosas cometidas pelas investigadas no Centro da cidade, em muitos casos com agressões seguidas de roubos.

As prisões preventivas foram solicitadas pela autoridade policial e apreciadas pelo Ministério Público e Poder Judiciário. Os mandados de prisão foram autorizados nesta quinta-feira, 14, pelo Poder Judiciário e cumpridos logo depois por investigadores da 2ª Delegacia Metropolitana.

As três já estão à disposição do Poder Judiciário e o inquérito está concluído. “O trabalho foi muito criterioso e ocorreu de forma imparcial. Tivemos uma análise prévia do Ministério Público, que emitiu o parecer favorável, e o juiz concordou tanto com nosso indiciamento, como com o parecer do MP. Tudo foi feito de forma legal”, reforçou o delegado André David.

Durante as investigações, mais cinco vítimas procuraram a polícia e registraram boletins de ocorrência pelos crimes praticados.

Relembre

Um homem teria sido espancado por três mulheres trans no dia 19 de janeiro, entre as ruas Itabaianinha e Geru, na região central da capital. Inicialmente, a informação a partir de relatos de populares era de que a vítima entrou em vias de fatos com três travestis, que acabaram rendendo o homem e roubando o seu aparelho celular.

Um boletim de ocorrência foi registrado e, segundo a SSP, o documento relata que um homem transitava em um veículo pelo Centro de Aracaju, com destino a um depósito 24h,  quando ao parar no semáforo, que estava vermelho, oi abruptamente abordada por uma travesti, que rapidamente tirou a chave da ignição do veículo. Ainda segundo o boletim, ao pedir a chave, o homem  foi agredido, até ficar desacordado, e teve seu celular levado.  O homem foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) com escoriações e hematomas.

Na época, além do crime, as declarações do delegado que investigava o caso também causaram repercussão. A deputada Linda Brasil entrou com uma representação na Corregedoria da Polícia Civil e no Ministério Público de Sergipe (MP-SE) e o delegado Mario Leony, coordenador da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+, cobrou providências.

Com informações da SSP/SE

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