Psicóloga fala sobre planejamento para o futuro pós-pandemia

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De acordo com a psicóloga Lorena Amorim, é necessário reavaliar os planos que se tinha em mente. (Foto: Lorena Amorim/Arquivo pessoal)

A pandemia da Covid-19 completou um ano no Brasil. Diante deste cenário, muitos planos ficaram pelo caminho devido as impossibilidades de realizá-los. Por outro lado, o início da vacinação no país abre uma esperança para o futuro. Mesmo diante de incertezas, há a possibilidade de retomar o planejamento de alguns planos que ficaram para trás.

“A pandemia ainda continua. Vem um mix de sentimentos nessa ideia de vacina, um olharzinho de esperanças diante disso. É importante perceber nosso momento atual e identificar os comportamentos que as pessoas tem. É importante planejar o futuro, buscar sonhos que por algum momento foram colocados de lado, precisamos manter esses objetivos. Precisa ressignificar essa nova forma de agir diante das coisas, mas buscar aquele sonho”, diz a psicóloga Lorena Amorim.

Mesmo diante da busca, traçar as metas cedo demais também pode resultar em ansiedade, que mesmo sendo comum, pode causar algum empecilho. “Nós precisamos da ansiedade para viver. Mas quando é disfuncional e afeta a vida, tem que perceber até que ponto essa ansiedade interfere. No momento que estamos vivendo, não tem como não ter ansiedade”, explica a psicóloga.

Sem previsões para o futuro, devido a segunda onda da pandemia que vem atingindo o Brasil, manter os pés no chão para se reorganizar também pode ser uma opção viável antes de tentar novos objetivos. “Se você percebe que o plano que você tinha antes vai caber no momento, ok. Se o plano precisa ser reorganizado, crie novos projetos, reavalie esses planos, mas nunca deixe de sonhar ou tentar fazer de alguma forma”, fala Lorena.

Apesar das possibilidades, o equilíbrio é um fator fundamental para colocar as coisas em prática. “Uma coisa que eu coloco muito é a questão de autoavaliação, que a gente busque um equilíbrio, ações palpáveis, concretas, que dá para a gente fazer, buscando sempre essa ideia de equilíbrio nesse mundo novo diante da gente”, completa Lorena.

Por Milton Filho e Aisla Vasconcelos

 

 

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