Radialismo e TV: o que falta?

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<i>* Fábio Figueirôa</i>

O curso de Rádio e TV da Universidade Federal de Sergipe existe desde 1992. Mas até hoje, nunca recebeu a visita dos membros do Ministério da Educação – MEC – para avaliar o curso. Só que desta vez, não tem mais jeito – a comissão vem a Sergipe no período de 14 a 17 de abril para fazer uma análise do corpo docente da instituição e observar a qualidade laboratorial do curso. Depois, o MEC envia ao departamento do curso, o resultado da avaliação, concedendo ou não o reconhecimento.

E quanto mais tempo passa, mais apreensivos ficam os alunos do curso, já que o reconhecimento é fundamental para o futuro de cada um. As críticas são muitas feitas pelos alunos: a falta de equipamentos para o laboratório de rádio, laboratório de TV e de professores específicos na área. Mas tranqüilos, pelo menos com relação ao reconhecimento do curso, estão os alunos do curso de jornalismo. Isso porque no ano passado, o reconhecimento do de jornalismo já foi publicado em diário oficial.

É bem verdade que cada vez mais, os laboratórios do curso precisam se modernizar. Mas isso já vem sendo feito desde o início desse ano pelos coordenadores, professores e responsáveis pelo Centro Editorial de Áudio e Vídeo – Ceav. O laboratório de rádio, por exemplo, recebeu uma mesa de som, onde os trabalhos dos alunos deixam de ser analógicos e passam a ser digitais. Recebeu também um computador para a edição de programas e gravação da sonoplastia. É nesse laboratório, por exemplo, que são feitas algumas vinhetas e características dos programas: "Antena UFS" (Rádio Aperipê), coordenado pelo professor, Givaldo Ricardo, e "Estação Universitária" (Rádio Abaís de Estância), coordenado por mim. Recebeu também um novo estúdio de televisão que já está com suas tapadeiras (espécie de fundo em cor azul para gravação de programas) prontas e pintadas, luzes, bancada e acústica.

Outro ponto positivo para o reconhecimento é a reformulação do currículo que aconteceu em 1999, isso porque disciplinas mais específicas da área foram incorporadas à grade, a exemplo da redação e expressão em rádio e TV I e II, ministrada pelo autor desse artigo.

A titulação dos professores e a experiência profissional também contam para o reconhecimento. O quadro docente do curso é bastante diversificado. Tem desde professores graduados a doutores. Tem desde professores efetivos a substitutos. Tem desde professores fora das redações como os que trabalham também nelas. Radialismo e TV: o que falta? Apenas o reconhecimento do MEC!

<i>* jornalista e radialista; mestrando em Educação e professor do curso de Comunicação Social da UFS; e, editor da TV Sergipe.</i>

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