Recursos do matadouro de Itabaiana estariam em nome de ‘laranjas’

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Os próximos passos da Operação Abate Final já estão definidos. O Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) e a Promotoria do Patrimônio Público e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, vão rastrear os mais de R$ 6 milhões de reais desviados dos cofres públicos em crime de exação qualificada (tributos indevidos) por abate de gado no matadouro do município de Itabaiana.

Nesta manhã foram presos o prefeito da cidade, Valmir de Francisquinho (PR), o seu secretário de Agricultura, Erotildes de Jesus, e outras três pessoas. A delegada Thaís Lemos, do Deotap, diz que o prefeito do município “possivelmente utiliza ‘laranjas’ para esconder os recursos desviados do matadouro”. Os investigadores detalharam a Operação em coletiva de imprensa no final da manhã desta quarta-feira, 7.

Confira a reportagem completa no vídeo:

Defesa 

Nossa reportagem tentou contato com o advogado dos presos, Evânio Moura, mas nossas ligações não foram atendidas. Pela manhã, o subprocurador do município de Itabaiana, em entrevista na sede da Deotap, disse acreditar que a prefeitura tinha absoluto controle sobre as taxas cobradas a marchantes pelo abate de animais no matadouro municipal, e acrescentou que os recursos eram depositados em conta específica do município, utilizados em benfeitorias do próprio matadouro e também em outros serviços prestados pelo poder público à comunidade. Valmir de Francisquinho e o secretário Erotildes de Jesus foram encaminhados para o Presídio Militar (Presmil). Nossa reportagem fica a disposição do advogados dos acusados para posicionamentos, por meio do telefone (79) 2106-8000 ou e-mail jornalismo@infonet.com.br.

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