Os delegados querem 35% de aumento. Nada mal para uma categoria que é das mais bem remuneradas da administração estadual. Enquanto isto, os economistas, contadores, assistentes sociais, engenheiros agrônomos e demais profissionais de nível superior que não estão organizados em sindicatos fortes e, portanto, sem poder de pressão, estão no miserê.
Estes e a grande massa dos funcionários estaduais terão, no máximo, 5 a 6% de reajuste, ou até menos, já que no governo de Sua Excelência, o dr. Deda, tem sido uma constante o choro do Secretário da Fazenda, sempre afirmando que as finanças vão mal, e assim, nada de reajuste acima da inflação. Certamente os delegados não terão 35% de aumento, mas com certeza terão muito mais que os demais. Uns 15 a 20%.
Sem dúvida, será uma vitória e tanto desses valorosos profissionais. Na verdade, o que vem se verificando no âmbito do funcionalismo estadual é uma brutal concentração de renda (salarial) em favor das categorias com maior poder de pressão.Aliás, tem delegado viajando para o Exterior para fazer curso levando uma bolada no bolso. Tem outros que estão ganhando mais do que juiz.
Por Ivan Valença

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