Reunião definirá situação das famílias de Itacanema

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A justiça deu um prazo de 72 horas para que as famílias deixem o local (Foto: Arquivo Infonet)

As famílias que ocuparam as moradias inacabadas no conjunto Itacanema no município de Nossa Senhora do Socorro aguardam uma definição quanto ao ao seu destino.

Uma comissão formada por moradores irá se reunir na próxima segunda-feira, 1º de abril, com o secretário de Planejamento de Socorro, Gledson Oliveira, o secretário de comunicação, Henrique Matos e o vice-prefeito do município, José Job de Carvalho.

As 264 famílias foram notificadas para que se retirem das casas no prazo de 72 horas. De acordo com um dos líderes da comissão de moradores, Yanko Weacam, as famílias querem apenas uma moradia. “A maioria das pessoas que ganharam as casas não querem se mudar para elas. Muitos deles reformaram as suas casas, gastaram muito dinheiro e não vão se mudar para cá. A gente vai permanecer aqui até uma posição”, diz.

Yanko Weacam ainda lamentou o fato das famílias não terem sido cadastradas. “A gente quer ficar nas casas, ir para um auxílio moradia ou que a prefeitura realize o cadastramento das famílias. Nós queremos que eles deixem as casas para quem já está lá. Seis anos que essas construções estavam paradas. A gente pode entrar e reformar as casas, pois o que queremos é garantir as nossas moradias”, diz.

Socorro

A equipe do Portal Infonet entrou em contato com a assessoria de comunicação da prefeitura de Nossa Senhora do Socorro e a informação passada pelo secretário de comunicação Henrique Matos foi de que essas famílias não podem continuar nas residências. “Porque eles são invasores e as casas estão destinadas as famílias que estão cadastradas a muito tempo e moravam em áreas de risco da lagoa de estabilização da Deso e da Caixa D’água”, diz.

Quanto a conceder o auxílio às famílias que estão ocupando as residências, o secretário esclarece que a prefeitura não tem como conceder, uma vez que eles não estão dentro do requerimento necessário solicitado pela prefeitura.

 Por Aisla Vasconcelos

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