Rodovia é fechada por manifestantes em Sergipe

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(Foto: Isto É Sergipe)

Neste sábado, 26, moradores dos conjuntos Praia do Sol e Reinaldo Moura, localizados em Pirambu, município sergipano, bloquearam a rodovia SE 100. O bloqueio durou mais de seis horas e foi motivado, segundo populares, pelo corte da energia elétrica, provocado por uma ordem de despejo dos ocupantes dos conjuntos.

O coordenador da ocupação do Movimento de Moradia Popular de Pirambu, Sandro José dos Santos, explica que os moradores cobram uma posição do poder público para que a área ocupada pelos moradores seja regularizada e entregue em definitivo com infraestrutura para a população.

“Os moradores dos conjunto Reinaldo Moura e Praia do Sol estão com uma ordem de despejo, mas queremos mesmo é saber para onde essas famílias que vivem no local a mais de quatro anos nessa área irão morar. Foi promessa de campanha que essa situação fosse regularizada e até hoje não estamos vendo nada neste sentido”, questiona Sandro.

O coordenador do movimento explica que existe uma ordem de despejo, resultado de uma Ação do Ministério Público Federal, por ser uma Área de Preservação Ambiental  (APP).

“Se formos olhar pelo que o Ministério Público analisou a ocupação não é legal, mas já estamos aqui há muitos anos e não temos para onde ir. Existe um prazo do MPF para que em 60 dias a prefeitura se pronuncie sobre o nosso destino, mas ninguém diz nada. Não conseguimos dialogar com a prefeitura. Hoje as famílias do conjunto Reinaldo Moura que fica na mesma área do Praia do Sol está com a energia cortada. São famílias que estão sofrendo porque não têm para onde ir”, desabafa.

Segundo informações de populares da localidade, a rodovia já foi liberada e o trânsito neste momento, flui normalmente.

Pirambu

O assessor de comunicação da prefeitura de Pirambu entrou em contato com o Portal Infonet e explicou que a prefeitura tem feito todos os esforços para não desassistir as famílias do loteamento Praia do Sol e do conjunto Reinaldo Moura. O jornalista Chico Freire deixou claro que ao assumir a administração e se deparar com o problema da área embargada o prefeito Élio Martins (PSC) procurou o Ministério Público Federal para tentar resolver o problema.

O assessor acrescenta que essa não foi a primeira vez que a energia foi cortada e que das outras vezes a prefeitura dialogou com a Energisa para que a população não enfrentasse mais essa dificuldade. Por fim, o jornalista Chico Freire, enfatiza que a prefeitura tem dialogado com os moradores e que tenta junto a Superintendência de Patrimônio da União (SPU) uma área para colocar esses moradores que a qualquer momento podem ser despejados, por força de uma ação que tramita na Justiça.

“A qualquer momento essa ordem de despejo pode sair e essas pessoas não terão para onde ir. Hoje em Pirambu enfrentamos o problema das áreas de reservas. Estamos correndo contra o tempo para que essa área que demostramos interesse junto a União seja adquirida pelo município para que sejam implantadas as ações de infraestrutura. Na área que foi embargada não é permitido que a prefeitura faça nenhuma benfeitoria. A prefeitura se preocupa com a população e espera que a Energisa também esteja sensível a situação dos moradores que têm filhos pequenos, idosos e que precisam da energia”, esclarece o assessor.

Energisa

A assessoria de comunicação da Energisa, encaminhou nota ao Portal Infonet esclarecendo que entrou em contato com o Portal ainda no sábado,26, mas não conseguiu conversar com a equipe de jornalismo que estava de plantão. Nesta segunda-feira,28, a assessoria encaminhou nota para o jornalismo@infonet.com.br explicando que "No que diz respeito aos cortes de energia mencionados, a Energisa executou apenas ações de combate a ligações clandestinas de energia na região de Pirambu. Por serem áreas de preservação ambiental e irregulares para moradia, a empresa não tem autorização para regularizar a situação. Além disso, as ligações clandestinas são crimes previstos em lei e comprometem a qualidade da energia elétrica fornecida na região", diz a nota na íntegra.

*A matéria foi alterada às 15h48 do dia 28/04/2014 para acréscimo da nota da Energisa

Por Kátia Susanna

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