Samarone defende manutenção de parquímetros

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Parquímetros voltam à discussão na Câmara
Na manhã desta terça-feira, 3, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) realizou uma audiência pública para tratar sobre os estacionamentos público e privado na capital e ordenamento do trânsito. A iniciativa do debate partiu do presidente da Comissão, vereador Ivaldo José (PDT), e contou com o apoio dos demais membros.

Convidado a participar da audiência, o superintendente Municipal de Transporte e Trânsito, Antônio Samarone, defendeu a manutenção dos parquímetros na cidade. O contrato com a empresa que gerencia os parquímetros em Aracaju se encerra em janeiro de 2010, e essa temática já é discutida na Câmara.

Samarone diz que parquímetros dão fluidez ao trânsito
“Penso que o estacionamento rotativo é um instrumento que dá fluidez ao trânsito, portanto é necessário. Mas qual a empresa vai explorar, quanto ela vai cobrar, isso não é da preocupação da SMTT. Acredito que a prefeitura adotará as medidas corretas no sentido de manter o trânsito organizado”, diz Samarone. O superintendente defendeu, ainda, a extinção gradativa dos estacionamentos nas principais vias de alta fluidez da cidade e disse que as ruas de Aracaju não suportam o número crescente de veículos na capital.

Outra temática abordada foi sobre a cobrança de taxa de estacionamento nos shoppings da capital. Os parlamentares, que já se mostraram contrários a essa medida, ouviram a presidente da Associação dos Lojistas do Shopping Jardins, Gilza Goes, afirmar que também foi surpreendida pela cobrança.

Gilza reclama da uma possível cobrança nos estacionamentos dos shoppings
“Fomos pegos de surpresa por essa possível cobrança. Eu, que represento os lojistas de um dos shoppings, posso dizer que somos contra a essa medida. E tenho certeza que não só os comerciantes, como também toda a clientela não apóia a cobrança”, declara Gilza.

A presidente prevê uma queda nas vendas caso a cobrança seja adotada. “A pessoa não vai ao shopping só para comprar. No entanto a venda também é motivada pelo cafezinho que ela toma, pelo filme que ela vai ver no cinema, pelo lanche que ela vai fazer, pela conversa com os amigos. A cobrança vai favorecer apenas um lado, por isso somos contra. Pedimos o apoio de toda a sociedade e da imprensa e estaremos presentes em todas as discussões”, finaliza a lojista.

Por Helmo Goes e Glauco Vinícius

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