São Conrado: moradores fecham rua contra taxa de esgoto

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Manifestante joga combustível sobre os pneus (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

Moradores do bairro São Conrado realizaram mais uma nova manifestação e fecharam a ponte sobre o rio Poxim, na avenida Heráclito Rollemberg, um dos pontos de grande fluxo de condutores de veículos que saem da zona sul no sentido centro de Aracaju.

A mobilização se traduz em protesto contra a taxa de esgotamento sanitário, fixada em 80% do valor da fatura da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) referente ao consumo de água potável.

O presidente da Associação de Desenvolvimento do bairro São Conrado, Edson Gomes da Silva, conhecido como Pelé, explica que a taxa começou a ser cobrada neste mês de março, com índice fixado por lei aprovada pela Assembleia Legislativa. Segundo Edson Gomes, os moradores não estão satisfeitos com o elevado valor da taxa de esgoto sanitário e dispostos a não pagar esta fatura. “A manifestação vai continuar a cada dia dos jogos da copa”, enalteceu Pelé.

Pelé: manifestação continua

Os manifestantes colocaram pneus, derramaram gasolina e atearam fogo. Alguns veículos ainda conseguiram passar, no início entre os pneus que começavam a ser queimados. Mas logo todo o tráfego foi interrompido nos dois sentidos da via. Agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) se posicionaram na rótula do Conjunto Orlando Dantas orientando condutores de veículo a fazer o retorno e seguir por vias alternativas, seja pelo Conjunto Augusto Franco ou pela Beira Mar.

O presidente da Associação informou que a manifestação permanecerá até que um representante da Companhia de Saneamento ou do Governo do Estado faça intermediações para negociar entendimentos sobre a taxa de esgoto. “Ainda não veio ninguém aqui do Governo nem da Deso para ouvir nossa reivindicação e a manifestação continua de forma pacífica até que venha alguém negociar”, informou.

A manifestação divide opiniões. A dona de casa Ana Cristina de Araújo, por exemplo, não vê sentido para a mobilização. "A taxa foi aprovada pelos deputados, mas foram eles mesmos que votaram nestes deputados. Agora, o pessoal tem é que aguarda a eleição para dar o troco e não ficar aí atrapalhando quem quer trabalhar", analisou.

Ana Cristina: sem sentido

O Portal Infonet tentou ouvir a Deso. A assessoria de imprensa informou que enviará à redação nota oficial sobre a posição da Companhia sobre a manifestação. O Portal permanece à disposição. Informações devem ser encaminhadas por e-mail jornalismo@infonet.com.br ou por telefone (79) 2106 – 8000.

Por Cássia Santana

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