O experiente delegado Eventon Santos começou a falar sobre o que considerou ser o momento de maior apreensão, mas foi interrompido pela emoção. “Com um revólver apontado para a cabeça dela, ele pediu que ela ligasse para a mãe e se despedisse que ele iria matar ela e se matar”, “Este caso só teve este desfecho porque diferente do que aconteceu no caso Eloá, a Cris colaborou, deixou de discutir com ele e passou a dizer que eles poderiam ficar juntos novamente”, lembrou o major Eduardo que foi convidado no último dia das negociações para intermediar o diálogo. Sobre a ação da polícia em não invadir a residência e negociar até o cansaço do acusado, o delegado Everton Santos contou que a polícia estava diante de uma pessoa que oscilava bastante o comportamento e que não tinha histórico de passagens pela polícia e nem de crimes. “Isso inibe a polícia. Ele estava se vendo cercado, mas não tinha noção que o ato dele chegasse ao ponto que chegou. Teve um momento que ele chegou a dizer que tudo estava acontecendo por causa da polícia que não tinha que estar naquele local, ou seja, ele não tinha noção”, detalhou. “Se o senhor não agir rápido, vai ter um derramamento de sangue”, a frase foi Everton Santos falou que na noite da última terça-feira, 19, ouviu o depoimento de Cristielane Caetano Mota Santos no Cope. “Ela está muito abalada e vai precisar ser muito bem assistida. Foi um depoimento muito sofrido, porque ela sentia que iria morrer a qualquer momento”, disse.
Foram quase 30 horas de um dos sequestros mais longos da história do Estado. O crime motivado pelo fim de um relacionamento mobilizou centenas de policiais que trabalharam para que o desfecho tivesse a emoção e o alívio que foram mostrados durante coletiva à imprensa na manhã desta quarta-feira, 20. 
Na coletiva a polícia explicou os detalhes da operação
Todos os detalhes sobre a negociação, como a forma usada para convencer José Elígio a se entregar e sair da casa com vida, além do tratamento a refém e a operação montada pelo Departamento de Crises da Polícia Militar foram explicados pelos gestores da Secretaria da Segurança Pública (SSP), mas o contentamento do desfecho estava no rosto do delegado titular do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope).
contou. O delegado disse que quando percebeu que o pior poderia ocorrer, pediu para que Cristielane se ajudasse. O apelo foi decisivo para que a vida dos jovens fosse preservada. 
O delegado Everton Santos ficou emocionado ao falar sobre o cárcere
usada por Elígio durante a negociação. 
O tenente-coronel Luiz Fernando
Ação tática
O chefe do Departamento de Crises da Polícia Militar, tenente-coronel Luiz Fernando respondeu a algumas críticas feitas a polícia sobre a forma de negociação. “Uma ação tática naquela situação era muito difícil ter êxito, optamos pela preservação das vidas e pelo cansaço já que ele estava sem dormir. Ninguém ali era palhaço e não estava ali para fazer espetáculo”, retrucou.
Agradecimentos
O tenente-coronel Luiz Fernando, agradeceu o apoio da imprensa, frisou a importância e o excelente desempenho dos policiais do Complexo de Operações Especiais (Coe) e elogiou a atuação do capitão Marcos Carvalho que negociou durante horas com José Elígio.
Por Kátia Susanna

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