Sejuc esclarece acontecimentos no presídio de Glória

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Presídio foi palco de protestos dos presos nesta terça / Foto: Sejuc
A Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejuc) divulgou nota esclarecendo os acontecimentos do Presídio Regional Senador Leite Neto (Preslen), em Nossa Senhora da Glória. No local, na manhã desta terça-feira, 15, os dois guardas prisionais, identificados como Francinaldo Ferreira Batista e Antônio Brasiliano Costa ficaram por cerca de cinco horas reféns dos detentos. 

As negociações foram abertas, e os presos pediram a presença de órgãos da imprensa e do Juiz da Vara de Execuções Criminais, Glauber Rebouça, no local. Com a chegada de emissoras de TV, rádio e jornais, além do próprio juiz, as negociações prosseguiram, comandadas pelo negociador da PM e pelo diretor do Desipe, Manuel Lúcio Neto, e, por volta da 11h, os dois reféns foram soltos. 

Em negociação com o Juiz da Vara de Execuções Criminais, Glauber Rebouças, os presos pediram mais agilidade na análise dos processos dos mesmos, visto que, segundo eles, alguns dos internos que se encontram no Preslen já poderiam ser atendidos pela progressão de pena, que significa, após o cumprimento de 1/6 da pena, a possibilidade do detento passar para o regime semiaberto e, com isso alcançar algumas vantagens, como a saída temporária.

Também durante o processo de negociação, os presos disseram que não está havendo nenhum tipo de ação que busque garantir o livramento condicional dos internos que, em determinados casos específicos, já poderiam utilizar esse direito previsto em lei, sendo que a determinação desses tipos de modificações nas penas cumpridas pelos presos devem ser decisões oriundas do Judiciário, respaldada em análises feitas pelo Conselho Penitenciário Estadual.

Mutirão

De acordo com a Sejuc, no próximo de 21 de setembro, o Conselho Nacional de Justiça realiza o Mutirão Carcerário de Sergipe. Na oportunidade serão analisados os processos de todos os presos do Estado. Com essa iniciativa a secretaria espera amenizar a tensão existente nas unidades prisionais.

Com informações da Sejuc

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