Sem avanços, procuradores ameaçam decretar greve

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Procuradores discutiram a situação na manhã desta quarta, 11 (Foto: Portal Infonet)

Os procuradores do Estado de Sergipe voltaram a se reunir na manhã desta quarta-feira, 11, para dar seguimento aos encaminhamentos à pauta de reivindicação. Desta vez, a categoria discute a criação do cargo em comissão de procurador para a Fundação Renascer e podem decretar greve a qualquer momento.

De acordo com o presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Sergipe (APESE), Pedro Durão, a situação preocupa os profissionais, uma vez que foram pegos de surpresa. Segundo ele, os procuradores entendem que a situação vai contra a filosofia da categoria. “Estamos analisando como levar isso ao governo. Na verdade, eles criam uma estrutura não pretendida pela classe porque afasta um procurador”, diz.

O sindicalista lembra, ainda, que há no Estado somente 63 procuradores. “É uma classe assoberbada de processo e que recupera em torno de R$ 700 milhões a cada três anos em média. Então, não vemos como isso seria possível sem aumentar o volume de trabalho. Estamos aguardando o que a categoria pretende e encaminhar que foi discutido ao governo e pedir que se posicione”, diz.

Entenda

Segundo informou a Apese, através da assessoria, “o cargo passou a existir com a Lei 7.484/2014, que já está em vigor desde o dia 12 de maio. Na sexta-feira, 6, membros da Associação dos Procuradores do Estado de Sergipe (APESE) passaram nos gabinetes da Procuradoria Geral do Estado (PGE) colhendo assinaturas dos associados para uma petição coletiva, na qual a categoria se compromete em não assumir o cargo na Fundação, caso um deles seja escolhido”.

Pauta

Dois pontos estão na pauta de reivindicação da categoria: Defasagem salarial da classe – que em 8 anos passou da 2ª  para a 25ª posição no ranking nacional; e  criação do cargo em comissão de Procurador para a Fundação Renascer.

Por Eliene Andrade

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