O protesto foi marcado com queima de pneus e interrupção durante alguns minutos da rodovia. Com a chegada do Corpo de Bombeiros a Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local e conseguiu desobstruir o trânsito. O aparato policial usado para conter a ação dos manifestantes recebeu críticas por parte dos acampados. “Foi um exagero muito grande, mandar para cá helicóptero e muitas policiais contra a Neguinha menciona ainda que a luta dos acampados dura anos e que os trabalhadores não percebem avanços. “Nós estamos aqui esquecidos, sendo tratados como marginais e somos pessoas que trabalham, só queremos terra para plantar. A nossa luta é tão justa que os próprios caminhoneiros que estavam passando por aqui apoiaram o movimento”, fala a trabalhadora. Aos 62 anos, Izidalva Bomfim dos Santos, carrega no rosto os sinais de uma luta incansável. A reforma agrária tem sido o principal objetivo da idosa, mãe de 11 “Até quando vamos ficar esquecidos neste local. Fomos colocados para fora da fazenda e agora tudo que plantamos foi perdido, porque o mato esta tomando conta”, diz. Por Kátia Susanna
Mais de 300 trabalhadores rurais sem terras protestaram na manhã desta sexta-feira, 15, às margens da BR 101, município de Japaratuba. A manifestação ocorreu em frente ao acampamento Artur Bispo, onde famílias denunciam as péssimas condições e o descaso do poder público em manter crianças e idosos expostos aos perigos da rodovia. 
Acampados realizaram manifestação em Japaratuba
gente. Na verdade, o que queremos é que o poder público conheça a nossa situação e faça alguma coisa pela gente”, diz Aldenice de Oliveira, conhecida como ‘Neguinha’. 
Trabalhadores denunciam o perigo da localização do acampamento
filhos, que mora no acampamento Coqueiro, localizado no município de Capela. “A situação desse acampamento é uma das mais difíceis do Estado, porque estamos lá há seis anos e agora fomos colocados para fora da terra. Não temos acesso nem a pegar água dentro da fazenda”, lamenta a idosa que cobra agilidade por parte do governo. 
Trabalhadores querem agilidade na desapropriação das terras

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