Semana da Pesca busca incentivar consumo de peixe em SE

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Objetivo é aumentar o consumo de peixe pelos consumidores (Foto: Ascom Ministério da Pesca)

Sergipe realiza até o dia 15 deste mês a 11ª edição da Semana do Peixe. O encontro visa estimular o consumo de pescado no estado. Na oportunidade, haverá a realização de palestras sobre armazenagem e consumo, manipulação de pescado, além de orientações sobre como verificar a qualidade do produto na hora da compra, e a degustação do pescado.

O evento que está sendo desenvolvido pelo Ministério da pesca em Sergipe, será realizado nos municípios de Ilha das Flores na sexta-feira, 05, Estância no dia 9, Pacatuba dia 11, Neópolis dia 12 e Aracaju dia 17. O encontro é aberto ao público e acontece no turno da manhã das 9h às 12h.

De acordo com o engenheiro de pesca e consultor da Organização dos Estados Iberoamericano para Educação, Ciência e Cultura, Jadson Pinheiro Santos, no segundo semestre, o consumo do pescado é reduzido.  

“A semana santa é um periodo de muito consumo do pescado, mas após esse período o consumo cai e por isso, o Ministério da Pesca veio para ver se esse consumo é distribuido o ano todo. O Brasil não tem esse costume cultural de consumo como outros países, mas tem um grande potencial pelo seu longo litoral, maior reserva de água doce e diversos rios propícios ao cultivo. Com isso, O Ministério vem trabalhando para incentivar o consumo”, afirma.

Jadson Pinheiro destaca a importância do evento 

Felipe César vai ministrar palestra sobre  a cadeia produtiva do pescado 

Ainda segundo Jadson Pinheiro, em 2013, o consumo mundial da população foi de 160 milhões de toneladas de pescado e no Brasil esse número chegou a 2,5 milhões de toneladas. Já em SE, o consumo do pescado foi  de 9 mil toneladas em 2013.

Palestras

Durante os encontros, uma das palestras será apresentada pelo engenheiro de pesca Felipe César Barros. “Vou falar do que é o pescado, da atividade pesqueira, conservação, o manuseio, as boas práticas de higiene e políticas públicas. A pesca artesanal hoje, 90% do que é produzido é da pesca artesanal. A industrial tem percentual menor, mas tem produção maior por conta do que ela utiliza para pescar como embarcações, câmeras frigoríficas e os incentivos buscado lá fora.

Felipe César ainda acrescenta que o curso também será voltado à participação da mulher. "A mulher participa em toda cadeia produtiva, desde a pesca de catado, do beneficiamento seja arcaico ou não, até o final da cadeia que é a comercialização. Elas procuram ser bem mais rigorosa, organizadas e terá todo o espaço para participar da palestra”.

O próximo passo do Ministério da Pesca é realizar o treinamento de merendeiras para que o pescado possa ser inserido na alimentação escolar, mas que não tem prazo a ser realizado.

Por Aisla Vasconcelos

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