Semarh discute implantação de aterro sanitário

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Técnicos da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e membros titulares e suplentes do Comitê Hidrográfico do Rio Sergipe participaram na manhã desta terça-feira, 30, da 36º Reunião Ordinária da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe, no auditório da Seagri. O objetivo da reunião foi a apresentação aos membros do Comitê sobre os estudos do impacto ambiental para a implantação do Aterro Sanitário na região metropolitana de Aracaju, estabelecida pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos.

Durante a reunião, foram apresentadas e discutidas pela Empresa Terra Viva do EIA/RIMA o projeto do aterro sanitário proposto pela empresa de serviços urbanos do município de Aracaju. O geólogo Darlan Hortiz representou o presidente da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe, Edmilson Araujo, frisando para os membros do Comitê a importância da implantação de um aterro sanitário, a fim de desativar as lixeiras da Terra Dura e da Palestina. “Trata-se, portanto, de uma obra emergencial, cuja urgência pode ser facilmente apreendida do que foi exaustivamente exposto no presente estudo”, disse.

Darlan apresentou para o Comitê sua preocupação quanto à possibilidade de contaminação do aquífero da Fm, mencionando que a Deso estudará a possibilidade de receber nas estações de tratamento de esgoto o efluente da ETC do aterro, para encontrar uma solução que afaste os riscos de contaminação do manancial do rio Poxim.

Ao decorrer da reunião, Darlan também apresentou as questões sobre a Política Nacional dos Resíduos Sólidos. Informou para o Comitê que no ano de 2014 é o prazo para a extinção dos lixões, no qual essa política facilitará a obtenção de recursos para a instalação dos sistemas de disposição final de resíduos sólidos através do mecanismo de “Logística Reversa”, que obriga as indústrias e comércios a recolher e destinar adequadamente suas embalagens e equipamentos usados.

Abordou também sobre os critérios para a escolha da área do aterro, conforme a norma técnica NBR-13.896, da ABNT, frisando para o Comitê que o terreno do aterro deverá favorecer o tratamento do chorume coletado antes do descarte em cursos d’água, alegando que o lençol freático deverá ter uma distância mínima de três metros da base do aterro.

Darlan mencionou a construção do ecopontos, cujo objetivo é receber resíduos de pequenas obras de construção e demolição, para então se fazer a coleta seletiva e encaminhar para as cooperativas de reciclagem.

Para o membro titular do comitê hidrográfico do Rio Sergipe, Holanda Neto, a reunião foi de extrema importância. “A reunião foi fundamental, pois tratou sobre os estudos do impacto ambiental da instalação do aterro sanitário dentro da Bacia do Rio Sergipe em relação as possibilidade do impacto desse empreendimento para os recursos hídricos da bacia”, alegou.

Fonte: Semarh

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