Semarh reúne-se com donos de postos de lavagem para tratar de reabertura

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Empresários também terão linha de crédito específica (Foto: Arthur Soares/Adema)
Buscando solucionar a problemática existente no município de Lagarto acerca dos Postos de Lavagens interditados na última quinta-feira, 12, por inexistência da licença ambiental, o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Genival Nunes, reuniu-se com a classe na manhã desta sexta-feira, 15, e promoveu soluções viáveis para que os postos passem a funcionar ainda esse fim de semana.

A solução estratégica, idealizada pelo secretário, foi a elaboração de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) específico para a situação. Ele vai permitir que os postos de lavagens reabram ainda esse fim de semana sob as restrições embutidas no termo, a qual principal destacada é a permanência do bloqueio dos diques.

O termo de ajuste prevê que, até que possam voltar a trabalhar normalmente e dentro do que foi exigido pela Adema, os empresários apenas utilizem os postos para realização de lavagens simples (pintura e aspiração).

Para que os postos voltem a trabalhar executando todos os tipos de lavagens – em especial a lavagem geral, aquele que lava o motor, chassis e pulverização dos veículos – eles deverão apresentar a Adema um projeto executivo. O TAC prevê a adequação dos postos de lavagens, de acordo com as normas vigentes, para um prazo de 45 dias.  O projeto deve conter prioritariamente um sistema de tratamento de efluentes oleosos e adequação do tratamento doméstico, ou seja, caixas separadoras de óleo e água.

Também serão necessárias algumas outras adequação, como a não utilização de tipo de solventes para retirada de manchas e a do saponáceo biodegradável. Apenas será permitido o uso de detergente ou sabão neutro do tipo utilizado pelas donas de casa. Por funcionarem próximos ou vizinhos a residências, os donos de postos terão que rever ainda a parte acústica do maquinário que lava os carros, objetivando diminuir o impacto sonoro o máximo possível.

Crédito

Sendo ainda mais solicito aos personagens diretos dessa problemática, os empresários do ramo de lavagens de carro, a Adema buscou a parceria do Banco Banese para apoiar à classe. O banco irá abrir uma linda de crédito específica para que os postos possam se adequar as questões ambientais.

“Perpassa a questão ambiental e adentra no âmbito social. São famílias que se alimentam do seu trabalho e a adequação pede esforços financeiros. O projeto requer melhoramentos caros e os gastos serão essenciais. Se eles não cumprirem o que rege a lei e descumprirem ao TAC serão autuados. A multa pode variar entre R$ 50 mil a um R$ 1 milhão de reais”,  afirmou Genival Nunes.

Na reunião, a qual teve a participação da equipe técnica da Adema, o secretário pediu disponibilidade de empenho no ato de licenciamento, visando maior celeridade na emissão das licenças.

Com informações da Ascom/Semarh

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