Sequestro chega ao fim

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Mãe foi amparada por policiais (fotos: Portal Infonet)
Após 15 horas de negociações, chega ao fim o seqüestro no bairro Santos Dumont. Silvan Correia Teles, conhecido como Cleones, liberou os pais que ele mantinha como reféns e se entregou a polícia.

O seqüestro, que aconteceu por volta das 18h de terça-feira, estava sendo acompanhado por diversos delegados, mas apenas por volta das 9h30 dessa quarta-feira, 2, com a chegada do delegado Everton dos Santos, o seqüestrador aceitou se entregar.

“Na verdade eu já conhecia Sivan, pois há algum tempo atrás eu já havia ajudado ele e a família. Se eu soubesse que era ele já teria vindo aqui ontem mesmo”, comentou o delegado.

Everton também explicou que a negociação aconteceu de maneira tranquila. “Em nenhum momento, após minha chegada houve resistência, justamente por eu ser amigo dele. Quero ressaltar que não houve nenhum disparo e que ele também não machucou os pais”, relatou.

Sequestrador foi levado em uma ambulância até o Nestor Piva (fotos: Portal Infonet)
O delegado disse que conversou por alguns minutos com ele pelos fundos e depois entrou para fazer o resgate dos reféns. “Conversei e falei que iria entrar e ele concordou”, comentou.

Após a entrada do delegado, o pai, identificado como ‘Cecílio’, foi o primeiro a ser liberado e em seguida a mãe, Iraildes Correia Teles. Minutos depois, o jovem desceu em companhia do delegado Everton.

De acordo com Everton, o jovem tem transtornos mentais e é usuário de remédios controlados. “Não tenho conhecimento de que ele usa drogas, mas sei que faz uso de remédios fortes e que algumas vezes sofreu crises fortes”, explicou o Delegado.

Negociações

Quem também esteve presente durante a operação foi o Secretário de Segurança Pública, João Eloy, que afirmou ter sido uma operação positiva. “Foi um trabalho cansativo, mas graças ao preparo da nossa equipe tudo acabou bem, sem vítimas fatais. Posso dizer que foi um sucesso”, comentou o secretário.

Pai foi encaminhado ao Cope (fotos: Portal Infonet)
O delegado André Baronto, que coordenou as negociações durante toda a madrugada, informou que o maior desafio foi trabalhar com a instabilidade do seqüestrador. “Tivemos bastante cuidado, pois o comportamento dele era instável, já que fazia uso de medicamento, então conversamos em alguns momentos e em outros tentamos descansá-lo para que ele não se sentisse pressionando. No final tudo deu certo”, comentou aliviado o delegado.

Os reféns foram encaminhados ao Complexo de Operações Especiais (Cope) e Silvan encaminhado ao Hospital Nestor Piva e em seguida ao Cope, onde irá prestar depoimentos.

 

 

Por Alcione Martins e Raquel Almeida

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