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Constâncio se disse surpreso com a notícia (Fotos: Portal Infonet) |
O mundo tomou como surpresa a renúncia do Papa Bento XVI anunciada na última segunda-feira, dia 11. E em Sergipe não foi diferente, em muitos locais o comentário desta quarta-feira de Cinzas era sobre quais motivos teria levado o papa a tomar tal decisão.
O Portal Infonet conversou com algumas pessoas sobre a decisão tomada por Bento XVI. Todos os entrevistados foram unânimes em afirmar que a decisão foi a mais sensata a ser feita.
Para o pedreiro Hercílio dos Santos Filho, a decisão foi a mais correta, uma vez que poderia prejudicar a sua missão diante dos fiéis. “Ele foi correto, pois não tinha mais condições de prosseguir a frente do papado. Os católicos têm que entender que foi para o bem dele, porque se continuasse assim, ele poderia não cumprir sua missão da forma esperada”, diz.
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Arcebispo Palmeira Lessa |
Apesar da decisão acertada, o comerciante Constâncio Viera Neto tomou como surpresa a notícia. “Confirmo que me pegou de surpresa, mas foi certo o que ele fez. Ele está com 85 anos e acho que a renuncia tem a ver com a questão da saúde e não por outras questões como alguns pensam. Se ele percebeu que a carga estava sendo pesada, não adiantava ele permanecer no cargo”, afirma.
Para o secretário da catedral, Ademilson Júnior Correia, o anúncio do papa deve ser considerado como uma caridade para os fiéis. “Foi um ato de amor a igreja e aos católicos do mundo inteiro. Ele mostrou amor pela igreja e assim que o físico não aguentou ele preferiu renunciar, mas até o dia 28 ele continuará realizando os seus compromissos. Foi uma decisão sensata. Ele também veio quebrar um tabu, porque por ele ser um membro da congregação era considerado um homem rígido, mas ele mostrou ser o contrário, um homem generoso e preocupado com a fé”, diz.
Igreja
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O pedreiro Hercílio dos Santos diz que a decisão foi a mais correta |
O arcebispo de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa, também deu sua opinião sobre o assunto. “Ele era o teólogo do Papa João Paulo II, depois ele foi o grande pastor e teólogo da igreja. Ele trouxe novamente à tona a luz aqueles valores, aqueles princípios que parte do coração de Deus e que a gente precisa cada vez mais mergulhar neles. Ele chegou a esse momento onde ele percebeu que as energias biológicas e físicas não davam mais, e ele então sabendo que o mundo de hoje é muito exigente e exige decisões rápidas de um papa, ele preferiu renunciar. Então honestamente diante de Deus e com grande humildade e com grande transparência ele está entregando o governo da igreja a um outro que vai ser eleito pelos cardeais”, diz.
O pontífice permanecerá no cargo até o dia 28 de fevereiro, onde a partir daí será escolhido pelo conclave dos cardeais o nome do novo sucessor de Bento XVI. Cinco cardeais brasileiros devem participar da escolha do novo pontífice como dom Cláudio Hummes, de 78 anos, atual prefeito emérito da Congregação para O Clero; dom João Braz de Aviz, de 64 anos, arcebispo de Brasília; dom Geraldo Majella Agnelo, de 79 anos, arcebispo emérito de Salvador; dom Raymundo Damasceno Assis, de 76 anos, arcebispo de Aparecida e dom Odilo Scherer, de 63 anos, arcebispo de São Paulo.
Por Aisla Vasconcelos
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