Sergipanos protestam contra morte de homem em supermercado do RS

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Ato ocorreu na avenida Tancredo Neves (Foto: divulgação)
Protestos estão acontecendo em todo o país

Uma grupo de sergipanos realizou nesta sexta-feira, 20, um protesto contra a morte de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos, que foi espancado até a morte na noite de ontem,19, em um supermercado da Rede Carrefour, em Porto Alegre/RS. O ato foi realizado na avenida Tancredo Neves, em frente a um antigo supermercado, cujo prédio foi comprado pela rede. Protestos desta mesma natureza estão ocorrendo em todo o país. 

Segundo Luiz Felipe dos Santos, integrante do Coletivo Afronte, a manifestação tem o objetivo de denunciar o assassinato que, segundo Luiz Felipe, aconteceu de forma brutal. “Aqui no Brasil, nós temos vários casos de racismo estrutural. O nosso objetivo é denunciar a morte de João Alberto, homem negro, que foi morto de forma bruta e injusta”, declara.

A manifestação reuniu grupos de movimentos negros e segundo Luiz Felipe, o ato também serve para lembrar a importância do Dia da Consciência Negra, que é celebrado todos os anos no Brasil, no dia 20 de novembro. “O sentimento de estar fazendo essa manifestação justamente hoje é de indignação e injustiça. Isso só mostra a importância de se ter esse dia lembrado aqui no país, pois ainda faltam mecanismos que possam evitar a morte de pessoas negras inocentes”, desabafa. “Esse dia será lembrado como um dia de luto e também como um dia de luta”, completa.

Carrefour

Por meio de nota à imprensa, o Carrefour se manifestou sobre o caso em Porto Alegre, afirmando que adotará as medidas cabíveis e que romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão.

A rede disse ainda que lamenta profundamente o caso e que iniciou uma rigorosa apuração interna. A empresa destacou ainda que nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e que não aceita que situações como estas aconteçam.

O Carrefour disse que entrará em contato com a família da vítima e que acompanhará os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais.

Por Isabella Vieira e Verlane Estácio

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