Sergipe não tem plano de segurança para acidentes com barragens

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Reunião com o Governo do Estado para definir uma panorama de ações a fim de aumentar a segurança nas barragens do Estado e evitar desastres como o que ocorreu no último dia 25 de janeiro, em Brumadinho, Minas Gerais (Foto: reprodução Grupo Whatsapp/Universo )

Representantes da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) e Defesa Civil participaram na manhã desta terça-feira, 5, de uma reunião com o Governo do Estado para definir uma panorama de ações a fim de aumentar a segurança nas barragens. Segundo o secretário de governo de Estado, José Carlos Felizola, não há em Sergipe um plano de segurança traçado para atuar durante um desastre, como o rompimento de uma barragem.

Carlos Felizola afirmou que a reunião abrangeu desde informações sobre o “estado físico das barragens” até planos de emergência para diminuir possíveis grandes proporções em casos de desastre. No entanto, ainda de acordo com Felizola, a possibilidade de um desastre com proporções semelhantes àquela que aconteceu no estado mineiro é remota. “Sergipe não tem nenhum tipo de risco de acontecer o problema que ocorreu lá em Brumadinho”, garante.

Segundo o secretário, as barragens em Sergipe são totalmente diferentes do modelo de barragem de Brumadinho. “Barragens como a de Brumadinho são para contenção de rejeitos de minérios. Então, é uma barragem que fica praticamente estacionada em cima daqueles rejeitos. No caso das nossas barragens, elas armazenam apenas água para consumo humano, de animais ou irrigação”, pontua.

Apesar risco reduzido em Sergipe,  Felizola destaca que a reunião objetivou promover uma comunhão entre os diferentes órgãos, possibilitando ações integradas que serão desenvolvidas e executadas ao longo do tempo. “O que o Estado precisa fazer é elaborar um plano de segurança para que caso venha acontecer algum problema, nós termos condições de salvar a vida das pessoas”, destaca.

Para o major Sílvio Queiroz, da Defesa Civil, a elaboração de um Plano de Amparo Emergencial (PAE) visa organizar e situar alguns órgãos, e o próprio Estado, a orientar estratégias eficazes de atuação em momentos de crise. “Através desse plano emergencial, a Defesa Civil irá saber como os órgãos do Estado vão conseguir atuar diante de um possível desastre. Certamente isso não vai acontecer, mas precisamos estar preparados para essa ação”, pontua.

O major Queiroz, também destacou que as barragens sediadas em Sergipe representam um risco menor. “Aqui não tem nenhuma barragem com rejeitos de minerais. Então, nossas barragens têm um risco menor para a população e também para o meio ambiente”, explica.

por João Paulo Schneider e Aisla Vasconcelos 

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