
A defesa do servidor comissionado da Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (Semed), César Dias, investigado após a apreensão de R$ 240 mil em espécie durante uma operação da Polícia Civil, divulgou nesta quinta-feira, 25, uma nota pública em que afirma que os valores têm origem lícita e que a legalidade do montante será comprovada no curso das investigações.
Na nota, o advogado Cícero Dantas disse que confia na atuação técnica, imparcial e independente dos órgãos responsáveis pela apuração dos fatos e reitera que eventual investigação deverá observar o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a garantia constitucional da presunção de inocência.
A defesa também afirma que a quantia apreendida possui “origem certa e lícita” e que apresentará à Polícia Civil e ao Poder Judiciário a documentação necessária para comprovar a legalidade dos recursos. Segundo o advogado, após essa etapa, a comprovação também será tornada pública para afastar quaisquer dúvidas sobre a conduta do servidor.
A nota também ressalta o respeito à liberdade de imprensa, mas reforça que o investigado não abre mão da garantia constitucional da presunção de inocência e reafirma confiança na condução imparcial das investigações.
Entenda o caso
Na última terça-feira, 23, a Polícia Civil de Sergipe apreendeu R$ 240 mil em espécie com César Dias durante uma operação realizada em Aracaju. Segundo a corporação, a ação foi motivada por denúncias sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo contratos administrativos da Secretaria Municipal da Educação.
Na ocasião, a Prefeitura de Aracaju informou que tomou conhecimento da operação por meio da imprensa e determinou o afastamento imediato do servidor de suas funções até o esclarecimento dos fatos. A administração municipal também informou que acompanha o andamento das investigações.
Por Verlane Estácio

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