Servidores insatisfeitos com 1% de reajuste

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Diversas categorias irão decidir o que fazer diante do anúncio do prefeito
As diversas categorias dos servidores municipais não receberam bem a notícia do reajuste de 1% que a prefeitura irá conceder este ano, com base nos dados da crise econômica. Para o presidente do Sepuma, Nivaldo Fernandes essa atitude “merece a impugnação dos servidores”. Na opinião dele a Prefeitura manipula dados para passar à opinião pública que a administração municipal vive estado de “calamidade pública”.

Os servidores não descartam uma greve. Na próxima quarta, 1° de abril, acontece assembléia e está em pauta a paralisação das atividades e a uma ação que foi denominada de ‘Operação Preguiça’. “Vamos mostrar ao prefeito como se toca zabumba”, ironizou Fernandes.

Médicos

José Menezes afirma que categoria irá decidir se aceita o reajuste apresentado
O presidente do Sindicato dos Médicos, José Menezes, explicou que com o 1% dado aos médicos eles passam a receber R$ 17 a mais sem seus salários. “Queremos saber quanto vale um médico?”, indagou. Para ele a prefeitura está se aproveitando da situação da crise. A categoria está em greve desde o dia 3 de março e irá se reunir no próximo dia 1° para decidir os rumos do movimento.

José Menezes rebateu um dado apresentado pelo prefeito que afirma que os médicos que trabalham 40h recebem mais de R$ 5 mil. “A PMA só paga aos médicos R$1700, mas nosso salário é complementado por repasses do Governo Federal e este valor não é incorporado. Estão querendo nos ludibriar!”, declarou.

Maria Elba:”1% é uqse zero por cento”
Professores

Outra categoria que ficou inconformada com o valor apresentado foi dos professores, em greve há 10 dias. Para a presidente do Sindipema, Maria Elba, “1% e zero é quase a mesma coisa. É uma vergonha!”.

Além do anúncio do reajuste linear, a prefeitura disse que irá atender a algumas reivindicações da categoria como a inclusão dos aposentados e pais como dependentes do IpeSaúde, o pagamento do Piso de R$ 950 e formação de uma comissão de secretários para estudar a partir de outubro a implementação integral do piso.  A categoria irá se reunir nesta sexta-feira, 27, às 9h, na sede do Sindipema.

Couto disse que a categoria está pronta para a greve
Servidores da Saúde

A posição do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), é de que diante deste reajuste não resta outra saída, se não a decretação da greve. “Os servidores não concordam com 1%. Pensávamos que esse percentual ia ser maior”, declara Augusto Couto, presidente do Sintasa.  

Assim como o presidente do Sepuma ele diz que não acredita nos dados apresentados pela PMA, “nós acreditamos nos números do Dieese que indicou que poderia ser dado um reajuste de 8 a 13%”. Além disso, ele disse que os pontos de negociação que foram atendidos não são satisfatórios, “ele poderia avançar em outros pontos e não avançou”. A categoria se reúne na segunda-feira, 30, para decidir se param ou não as 

Nivaldo Fernandes questiona os dados apresentados pela PMA
atividades.

Outras categorias

Já o sindicato que representa a categoria dos guardas municipais, que também chegaram a ameaçar uma paralisação, é um dos poucos que se diz satisfeitos com o reajuste. “De acordo com o presidente do Sigma, Esdras Salém, os guardas municipais se solidarizam com o momento de crise enfrentado pela administração municipal e acatam o reajuste ofertado. No entanto, afirmou que espera que algumas reivindicação sejam atendidas como o pagamento de R$ 465 para quem trabalha 30h.

Os enfermeiros do município que na última segunda-feira, 23, fizeram manifestação para mostrar o descontentamento com a possibilidade de não ter reajuste, estavam com assembléia marcada para esta sexta-feira, 27, com indicativo de greve. O Portal Infonet tentou contato com a direção do sindicato da categoria para saber qual o encaminhamento a partir do reajuste apresentado, mas até o fechamento da matéria não conseguiu contato com nenhum dos diretores.

Por Carla Sousa

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