Servidores públicos podem parar em fevereiro

Waldir Rodrigues: indicativo de greve para fevereiro (Foto: Arquivo Infonet)

Os servidores públicos da administração estadual estão aguardando com expectativa resposta do Governo do Estado quanto à elaboração de proposta para elaboração do Plano de Carreira e Salário para o funcionalismo da administração geral. No ano passado, durante a grande manifestação dos servidores, realizada no mês de setembro, que poderia culminar com uma greve geral, o governador Marcelo Déda intercedeu e solicitou prazo para realizar os estudos com o compromisso de apresentar uma proposta concreta aos servidores e encaminhar neste início do ano um projeto de lei para apreciação do Poder Legislativo Estadual.

O prazo solicitado pelo governo do Estado, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase), Waldir Rodrigues, está praticamente vencido e o governador ainda não manifestou interesse em convocar representantes dos servidores para debater a proposta. O prazo está vencendo no próximo domingo, 22.

O Sintrase entende que o único gesto do governo foi assinar decreto instituindo uma comissão técnica formada apenas por representantes do Governo para estudar o plano. “Mas até agora nenhum servidor foi convidado a fazer parte desta comissão”, lamenta a sindicalista Elma Andrade dos Santos, secretária de administração e finanças do Sintrase.

O presidente do sindicato, Waldir Rodrigues, adverte que os servidores estão dispostos a aguardar uma manifestação oficial do Governo até às 18h da próxima segunda-feira, 23. Não chegando nenhum comunicado, a direção do Sintrase promete iniciar a mobilização dos servidores, a partir da terça-feira, 23, para realização de uma assembleia geral unificada de todos os segmentos do funcionalismo público a ser realizada no início do mês de fevereiro na porta do Palácio de Despachos, na avenida Adélia Franco. “E a palavra de ordem não será outra: indicativo de greve”, informa o sindicalista.

Para Waldir Rodrigues, há uma insatisfação generalizada entre os servidores públicos em função da falta de informações sobre os encaminhamentos a respeito do Plano de Carreira. Ele não descarta a possibilidade de ocorrer, já em fevereiro, uma greve geral na administração estadual, caso não haja avanços na elaboração de uma proposta que satisfaça aos interesses do funcionalismo.

Comissão Técnica

O secretário Jorge Alberto, chefe da Casa Civil, informou, por meio de sua Assessoria de Comunicação Social, que a Comissão Técnica formada por representantes do Governo tem se reunido com frequência para debater a elaboração do Plano de Carreira para o funcionalismo e que estes debates iniciais estão em fase final. A última reunião aconteceu, segundo a Assessoria de Comunicação da Casa Civil, na sexta-feira da semana passada, 13, e os trabalhos já estão em fase final.

A assessoria garante que até o final do prazo a proposta do governo será concluída, mas só será debatida com os representantes dos servidores em um segundo momento: depois que os estudos da comissão técnica forem apreciados pelo governador Marcelo Déda. Depois do aval do governador, segundo a assessoria, os servidores serão convidados para iniciar os debates para, posteriormente, o projeto oficial ser encaminhado à Assembleia Legislativa.

Por Cássia Santana

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