Sindijor realiza manifestação contra ministro Gilmar Mendes

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Manifestantes montaram um boneco de judas representando o ministro Gilmar Mendes
Jornalistas e estudantes realizaram na noite desta sexta-feira, 14, no Teatro Tobias Barreto, um ato de protesto contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A motivação maior para a manifestação, o fim da exigência do diploma para o exercício do jornalismo, uniu-se à campanha nacional “Fora Gilmar Mendes!”, que pede a saída de Mendes do STF.

Organizada pelo Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor), o protesto também contou com a participação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Básica de Sergipe (SINTESE), da União de Negros Pela Igualdade (Unegro), entre outras entidades.

Vestidos de preto e com nariz de palhaço, os participantes do ato espalharam cruzes pela escadaria do teatro e fizeram um boneco de Judas representando o ministro. O presidente do Sindijor, George Washington, rebateu a declaração de Gilmar Mendes, que recomendou mais humildade aos jornalistas.

“Ele nem precisa de humildade, precisa é de vergonha na cara porque uma pessoa que é nomeada para o STF deve ter a reputação ilibada. Ele não poder sair às ruas, é odiado pelo Brasil. Ele não possui o perfil daquela instituição”, disse o líder sindical. Washington acrescentou, ainda, que se o ministro quiser comprovar a sua imagem perante o povo brasileiro, “basta colocar o nome dele no Google”.

Estudantes dizem que não vão desistir de lutar por essa questão
O representante do MST, Gileno Damascena, diz que o apoio dado aos jornalistas é reflexo do desagrado do Movimento com a decisão do Supremo, que segundo ele também vem atacando-os. “Vemos com tristeza esse ato de autoritarismo. Uma decisão que desconhece e desconsidera toda a história e conquistas do jornalismo em nosso país”, disse.

Os estudantes presentes no local ressaltaram a importância da mobilização para que a decisão do fim do diploma seja contornada. “Manifestar é uma das poucas coisas que podemos fazer para mostrar que continuaremos lutando. Esperamos que a palavra final não seja dele. Nós temos que mostrar que não vamos desistir”, anunciou Fagna Santos, 30, que está no 5º período do curso de jornalismo.

“Ele não pode alegar que a exigência do diploma cerceia a liberdade de expressão, numa época como essa em que possuímos a internet, por exemplo”, contesta Rodrigo Moura, 23, estudante do 8º período. Ele endossa a declaração ressaltando que a importância da profissão foi desprezada pelo STF. “Isso vai além dos investimentos que fazemos para a nossa formação. Agora não muda nada, mas os efeitos mais graves virão com o tempo”, acrescenta.

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