Sindisan contesta versão de “sabotagem” sobre falta de água em Aracaju

Sindicato emitiu nota após reunião com o corpo técnico e operacional da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso)

(Foto: Freepik)

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado de Sergipe (Sindisan) divulgou nota nesta terça-feira, 28, contestando a versão apresentada pela Iguá Sergipe sobre as causas do desabastecimento registrado nos últimos dias na Zona de Expansão de Aracaju. O posicionamento, segundo o próprio sindicato, ocorre após reunião com o corpo técnico e operacional da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso).

Em nota, o Sindisan classificou como “absurdo técnico” a tentativa de atribuir a falta de água nas regiões da Zona de Expansão, Mosqueiro, Santa Maria, Robalo e adjacências à quebra de um único registro. De acordo com o sindicato, o sistema de abastecimento da área é composto por adutoras provenientes de três frentes: Poxim, São Francisco e Cabrita.

“A rede supostamente ‘vandalizada’ vem da Estação da Cabrita, que representa menos de 20% do volume destinado àquela área. Os outros 80% do abastecimento dependem do sistema de bombeamento conhecido como E3. É de conhecimento técnico que a Iguá enfrentou problemas críticos nas bombas do sistema E3 e não conseguiu realizar os reparos em tempo hábil. É impossível que o bloqueio de uma rede secundária (Cabrita) cause o colapso total em um sistema de rede dupla onde a fonte principal (E3) deveria estar operando”, diz um trecho da nota.

Ainda segundo o sindicato, técnicos da Deso avaliaram que o sistema entregue à Iguá era “plenamente balanceado” e que desde que a Iguá assumiu, esse trabalho de calibração foi perdido. “Relatos indicam que válvulas estão sendo abertas e fechadas sem o rigor técnico necessário, ignorando as posições de equilíbrio que mantinham a rede pressurizada. O desabastecimento é, portanto, fruto de uma curva de aprendizado deficitária e da falta de habilidade operacional da nova concessionária”, acusa a entidade.

O Sindisan informou ainda que teve acesso a registros fotográficos do equipamento apontado como danificado. Segundo o sindicato, as imagens indicariam uma válvula em avançado estado de deterioração, o que, na avaliação da entidade, dificultaria a hipótese de ação deliberada e apontaria para desgaste ou falta de manutenção.

A entidade também criticou as declarações da Iguá sobre a necessidade de “conhecimentos específicos e chaves adequadas” para acesso ao equipamento, afirmando que a interpretação pode gerar suspeitas indevidas sobre trabalhadores do setor. “Causa estranheza que esse ‘vandalismo’ tenha ocorrido justamente na rede de menor impacto, uma conveniência narrativa que serve como a ‘desculpa perfeita’ para o fracasso da empresa em sua fase inicial”, diz outro trecho da nota.

O Sindicato afirmou ainda que não aceitará que os empregados da Deso sejam responsabilizados sem comprovação técnica e informou que deve acionar órgãos de fiscalização e instâncias jurídicas para acompanhar a apuração do caso. “Exigimos uma investigação técnica isenta, que não sirva de cortina de fumaça para a incompetência administrativa que hoje castiga o povo sergipano”, concluiu a entidade.

Por Verlane Estácio com informações do Sindisan

 

 

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